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Vida q. b.

A vida. Nem sempre escorreita mas também nem sempre difícil e onde sempre existe motivo para sorrir, mesmo que para disfarçar as lágrimas.

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A vida. Nem sempre escorreita mas também nem sempre difícil e onde sempre existe motivo para sorrir, mesmo que para disfarçar as lágrimas.

12/01/18

Agitar as águas...

Quem, quando era criança (e mesmo em adulta), não gostava de atirar uma pedrinha na água calma e ficar a ver as ondas que fazia? Melhor ainda, atirar a pedra de forma a que "saltitasse" na água como coisa viva?

skip pebbles Amelie.gif

 

Nada tem de mal (se tivermos o cuidado de não acertar em nada nem ninguém) quando se usa uma pedrinha e água, mas quando se usam palavras a diversão termina e a gravidade impõe-se.

 

Os Governos PS mais recentes, no entanto, parecem fazer disto hábito.

 

Nos idos tempos de Governo Sócrates lembro do tema Saúde, com o Ministro Correia de Campos à frente. "Atirava" ao ar que existiam serviços que iam fechar.

Seguia-se a indignação geral, com mais ou menos grau de assertividade e maior ou menor apoio PCP. Depois afinal não era bem assim, não era todo o serviço era só parte, e o Povo ficava "contente", tinham conseguido não perder o serviço todo só tinham perdido uma parte. O Ministro, ainda que enfraquecido, tinha conseguido fechar parte; e de pequena "derrota" em pequena "derrota" muitos serviços foram reduzidos na altura.

 

Foi com infinito sentido de dejá-vue que assisti à novela "INFARMED para o Porto". Vai mudar para o Porto, atira o Ministro despoletando o recrudescimento da "Guerra" Norte / Sul que, na verdade, se reduz à eterna rivalidade Lisboa / Porto, numa indignação de marés contrárias que em pouco ou nada consideravam que um anúncio daqueles "atirado" com aquele nível de displicência era quase ofensivo para todos nós pois denotava que nada havia sido ponderado, analisado, equacionado.

Ainda hoje não sei bem o que vai acontecer no INFARMED. Acredito que não será a mudança total mas  alguma coisa irá para o Porto, para contentamento de Portistas e alguma coisa ficará em Lisboa, para contentamento dos Lisboetas. Mais um Ministro enfraquecido com uma pequena "derrota" mas que conseguirá executar (parte pelo menos) do que pretendia.

 

Já esta semana, a Ministra da Justiça, que pelas informações que nos vão chegando, tem feito um bom trabalho, "atira", com a sua análise jurídica num programa de rádio, que Joana Marques Vidal não será reconduzida. Isto a 10 meses do fim de mandato da Procuradora Geral da República que tem feito, ela também e à mais anos que a Sr.ª Ministra, um bom trabalho.

 

A indignação não se fez esperar de todos os quadrantes politicos, de constitucionalistas, na comunicação social em geral.

 

O Povo, de que acredito uma percentagem não despicienda nem sequer sabe lá muito bem o que faz o Procurador Geral da República, assiste, apenas com um desejo, os processos de corrupção aos grandes e poderosos têm de chegar a alguma conclusão, pelo que quando este cenário é aventado, reage, mas não muito.

Porquê? Simples, vivem em Portugal, país onde os grandes e poderosos nunca são condenados, antes vão de recurso em recurso (têm (o nosso) dinheiro para isso) até que já ninguém lembre muito bem porque são réus e acabem "inocentes" vítimas de um Estado que afirmam "castrador" da sua actividade, Estado que na verdade foi "Vaca de Muitas e Cheias Tetas" de onde "mamaram" o máximo que puderam. O Povo deseja que assim não seja mas no fundo não está bem certo que veja o desejo atendido.

 

Posso estar errada mas tudo isto me parece um "Agitar de águas", na velha receita PS, que vai parecer uma "derrota" mas não o será na totalidade... a "marca" dos (últimos) Governos PS.

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