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Vida q. b.

A vida. Nem sempre escorreita mas também nem sempre difícil e onde sempre existe motivo para sorrir, mesmo que para disfarçar as lágrimas.

Vida q. b.

A vida. Nem sempre escorreita mas também nem sempre difícil e onde sempre existe motivo para sorrir, mesmo que para disfarçar as lágrimas.

11/11/16

É este realmente o Mundo?

Sinto-me off.

 

Esta sensação não é nova mas esta semana recrudesceu de uma forma que me surpreendeu especialmente por os motivadores terem sido concentrados num curto espaço de tempo.

 

Vou contar-vos o final da minha terça feira e primeiras horas de quarta para que percebam um pouco melhor.

 

Terça feira por volta das 18h20m saio do serviço e cruzo com um colega que me informa de um acidente de comboio acabado de ocorrer.

As informações são poucas mas o que se sabe é que o comboio para Tomar (em que tantas vezes viajei) "apanhou" um camião na passagem de nível junto à Salgueiro Maia e descarrilou. A informação sobre vítimas é contraditória, há quem diga que há mortos há quem diga que não os há.

Conheço muito bem a cidade de Santarém, conheço muitas pessoas na cidade e arredores assim como conheço muita gente que faz o périplo diário para Lisboa de comboio para trabalhar. A preocupação instala-se "será que há mortos? será que há feridos? será alguém que conheço?".

Enquanto me desloco para casa telefono a algumas pessoas conhecidas. Algumas não sabiam ainda do acidente, algumas já sabiam mas não foi com elas estão é retidas sem saber quando vão chegar a casa. Ainda assim a preocupação persiste e após abrir a porta de casa imediatamente ligo a televisão e sou invadida...

 

Os Estados Unidos da América invadem o ecrã, a minha casa, e momentos da minha vida como se nada mais existisse no Mundo. Passados uns momentos a notícia do acidente mortal começa a passar em rodapé (sublinho RODAPÉ!!!), um acidente ferroviário com mortos no país não é importante o suficiente para interromper a cobertura dos eleitores americanos a votar.

 

É este realmente o mundo em que vivo?

 

Recorro à CMTV que é a única que antes das 19h já apresenta imagens do local e informa os pormenores do ocorrido. Pode ser a "CrimeTV", pode ser básica e sensionalista, pode ser (e é) o último canal que penso manter seleccionado na minha televisão mas por vezes parece ser o único que se foca nas notícias de Portugal (ainda que maioritariamente noticias de faca e alguidar) e menos nas dos outros países.

 

Durmo mal e pelas 6h30m de quarta feira já estou a pé. Lembro de repente que por esta hora a contagem de votos nos Estados Unidos da América deve estar quase terminada e ligo a televisão

 

Admito que não esperava. Ainda que o resultado fosse possível não era o esperado e admito que fiquei um pouco atordoada no início.

 

Mais atordoada fiquei quando há um momêntaneo regresso da emissão a Portugal e Pedro Dias entregou-se.

Bem parecido, bem arranjado, com um aspecto de vítima cândida e inocente a informar "que foi perseguido como um animal" que ouviu muita gente a jurar que o caçariam naquele mesmo dia até (imagine-se) civis.

O Sr. Pedro Dias, entrevistado pela filha de Fátima Felgueiras, debita a sua inocência enquanto eu só consigo ver um "miúdo" rico e mimado que sempre foi dado a ataques de violência que a familia acobertava com dinheiro, influência, ou simples receio da vitima em sofrer maiores represálias; um "menino" rico que está plenamente convicto que agora vai acontecer o mesmo (e se calhar vai); uma família bem que se sabe mexer o suficiente para ter a RTP a deslocar-se a Arouca para proteger o alegado assassino no momento da sua detenção, para que em todos os noticiários este tenha direito a propalar a sua alegação de vítima inocente e ainda ter cobertura especial no Sexta à Nove de hoje.

 

É este realmente o Mundo em que vivo? O País em que vivo?

 

Se é...

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EU QUERO VOLTAR PARA ILHA!!!!

 

 

 

 

 

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