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Vida q. b.

A vida. Nem sempre escorreita mas também nem sempre difícil e onde sempre existe motivo para sorrir, mesmo que para disfarçar as lágrimas.

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16/01/18

O sismo e o grande balancé...

O sismo apanhou-me em casa, num raro dia de folga, sentada ao sofá enquanto o almoço atingia o ponto de ebuliação na cozinha e eu lia "as gordas" no tablet.

 

Vivo num sexto andar, que talvez deva considerar oitavo dado que temos cave e subcave subterraneas apenas em 3/4, e já aí residia em 2009 quando do sismo da noite de 17 de dezembro. Devo dizer que senti aquele mais prolongadamente que este.

 

A realidade do meu sexto andar, quando há sismo, é um balancé, o edificio "vai" e depois "volta" ao seu lugar.

 

swing_animation_by_leovanni-d3cz4i0.gif

 

Em 2009 senti-me ir para trás, depois para a frente e finalmente para trás de volta à posição original, num balanço prolongado e (quase) suave.

 

Desta vez foi algo diferente. Senti um primeiro estremecer que me pôs em estado de alerta, mais por pensar ter sido uma tontura na minha cabeça que algo exterior. Sentei-me mais direita para tentar perceber outros sinais físicos desta situação "clínica" e de facto, senti algo mais suave que tomei por "já passou".

 

Recostei-me de novo a tempo de novo choque, bem mais forte, com o efeito balancé a ser muito curto mas a existir. Aí fiquei esclarecida, era um sismo.

 

Liguei a CMTV, normalmente sempre pronta e em cima da ocorrência, mas só dava "Tondela" (farei um post sobre este trágico acontecimento em breve), agradeço à RTP3 que confirmou a ocorrência no imediato e desta forma confirmou a ocorrência.

 

Sou das que, quando pode, contribui, como sabem, e logo entrei no site do IPMA a reportar o que tinha sentido e onde estava. Não foi fácil. As mensagens de erro sucediam-se mas lá consegui, após 15m de muita insistência. Vale o que vale mas é o que posso fazer.

 

Penso muitas vezes no momento futuro em que ocorrerá um sismo como o de 1755. Os especialistas dizem que ocorrerá apenas não sabem quando.

 

Ouvi os alertas dos técnicos para as pequenas coisas que podemos fazer para nos proteger, e para sobreviver ao imediatamente após. Eu, que vivo num sexto andar de um prédio português construido nos anos 90 situado no Vale do Tejo, não tenho grandes ilusões sobre o que me acontecerá se esse sismo me apanhar aí. Posso mudar-me? Claro que sim, também todos os napolitanos que vivem à sombra do Vesuvio podem mudar-se mas não mudam. Porquê? Para mim é uma questão financeira. Para os napolitanos, não sei.

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