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Vida q. b.

A vida. Nem sempre escorreita mas também nem sempre difícil e onde sempre existe motivo para sorrir, mesmo que para disfarçar as lágrimas.

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A vida. Nem sempre escorreita mas também nem sempre difícil e onde sempre existe motivo para sorrir, mesmo que para disfarçar as lágrimas.

10/10/16

Politicos, o desencanto

Vão-me chegando as questões da Geringonça; vão-me chegando os argumentos risíveis da Oposição; foi-me chegando a candidatura extemporanea e shady at best da Vice-Presidente da Comissão Europeia Kristalina Georgieva a Secretária Geral da ONU; vão-me chegando os ecos da corrida à Casa Branca mais risível e aterrorizadora de sempre.

 

Vão-me chegando porque já não tenho paciência para assistir em direto a este "lamaçal" enorme onde, analisando tudo, a Geringonça e a Oposição portuguesa até não são os piores.

 

Como portuguesa típica vivi parte da minha vida a pensar que o que vem de fora era melhor; que lá fora, no estrangeiro, os políticos eram melhores que os nossos... é triste verificar que não, que de facto o Mundo está entregue a personagens que não merecem confiança nem para governar a sua própria casa mas estão a governar a minha.

 

A Comissão Europeia, com os seus salários bem chorudos - O Durão Barroso em 2013 recebia um salário mensal de 25.351 euros, uma residence allowance no valor de 15% desse salário e ainda um "subsisdio" para despesas gerais (custos com casa e escola para filhos) e o seus 7 Vice-Presidentes recebiam 22.963€ cada por mês)... 

 

Desculpem tive de ir respirar pois dei por mim a hiperventilar.... 

 

...salários bem chorudos que ainda por cima lhes dão o direito de "mandar" na minha casa e executarem manobras de bastidores tão bacocas que me chocam por tão burgessas e básicas.

 

O Trump é isso mesmo, burgesso, básico, bacoco mas acresce a rudez, a falta de finesse (Jean-Claude Juncker podia ceder-lhe alguma).

 

Fez fortuna, como ele próprio já informou, não pagando aos trabalhadores, não pagando impostos, contornando a Lei e aproveitando todos os loops e falhas da mesma.

 

Na verdade chega a surpreender-me a forma como se opõe aos imigrantes dado que desconfio que foi graças a eles, à sua mão de obra a preço da chuva ou mesmo de graça, que chegou onde chegou. Mas nada disso importa agora, o que importa é que o US of A já não é a potência que era.

 

Acredito que, agora mais informados com as redes sociais e internet, muitos americanos descobriram que o Mundo é muito grande, muito diverso, tem uma "montanha" de países que desconheciam. A enormidade que é o Mundo fora dos Estados Unidos era uma realidade que desconheciam, e é demais para quem viveu uma vida a pensar que existiam os Estados Unidos, o Canadá, a América Latina (ok sabiam que o México existia), a Europa e os Russos... o resto... bem, acredito que haja personagens perdidas na sua vidinha que ainda não saibam bem o que é o resto.

 

Esta realidade que desconheciam assusta-os. São como a criança que apenas conhece a família e os vizinhos numa aldeia perdida na Serra e de repente se vê na Escola... tanta criança tão diversa que é assustador.

 

E as "crianças" estão a procurar quem lhes diga que vai ficar tudo bem, tudo como era dantes, este é Trump.

 

Há uma série de TV que gosto de acompanhar em que uma personagem diz algo como "um tubarão que pare de nadar morre", significa que por mais fortes que sejamos temos de avançar, sempre, sob o risco que "morrer". Assim é o que Clinton continua a pugnar, continuar em frente, nem tudo é bom, nem tudo vai ser bom, mas tem de se avançar, voltar ao passado não é possível. Mas, como candidata, Clinton também tem tantos "rabos de palha" que nem sei como se manteve na corrida até agora.

 

O cenário é tão "entre a espada e a parede" que a indecisão domina e desconfio que irá dominar até à ultima.

 

Por cá a Geringonça e a Oposição que, concorde-se ou não, são resultado dos votos ou abstenção de todos os portugueses (sim, na minha opinião quem se abstém também é responsável pelo resultado, mas isso seria tema para um post inteiro)  mantêm-se na toada de se desdizerem e contradizerem com uma naturalidade que me faz duvidar dos meus ouvidos, do meu entendimento e da minha memória. Por vezes até dou por mim a questionar-me se não estou a manifestar os primeiros sinais de Alzheimer até me lembrar que não apenas me estão a "chamar" burra.

 

Estando desencantada com a política nacional no entanto devo dizer que, pelo que vou assistindo lá por fora, revi a minha anterior convição. Entre os políticos portugueses e os estrangeiros sinto-me entre a espada e a parede, entre Pedro e Paulo venha o Diabo que escolha pois Deus é demasiado bom para discernir.

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