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Vida q. b.

A vida. Nem sempre escorreita mas também nem sempre difícil e onde sempre existe motivo para sorrir, mesmo que para disfarçar as lágrimas.

Vida q. b.

A vida. Nem sempre escorreita mas também nem sempre difícil e onde sempre existe motivo para sorrir, mesmo que para disfarçar as lágrimas.

28/12/17

Um final de ano tão diferente dos outros

No ano 2016, por esta altura, estava esperançada. Tinhamos descido tão baixo. Conviviamos com tantas dificuldades que só havia uma possibilidade para o ano novo que aí via, ser melhor.

 

Assim começou 2017.

 

Sinais de melhoria económica. A Europa a deixar de ter uma cara de Professora zangada para connosco. Notícias de aumentos de rendimento, não eram para todos e eram baixos mas eram aumentos e isso bastava para a esperança crescer.

 

Os avisos de Passos Coelho, e de Assunção Cristas, soavam a ressabiamento quando chocavam com as "palmadinhas" de incentivo paternalista que nos vinham de todo lado, Europa, FMI, Mercados.

 

Tivemos a Visita do Santo Padre (um boost à economia da Zona Centro), ganhámos a Eurovisão (um feito único a ser para sempre celebrado), benfiquistas em todo o lado fizeram uma festa que pintou de luz vermelha o Leão do Marquês (e o próprio Marquês).

 

O futebol continuou a alimentar as mesas de café de assuntos para discussão ao longo de todo o ano, para delicia de muitos.

 

Tivemos campanha eleitoral. Das melhores, as Autárquicas. Melhores pois é o poder eleito mais próximo que os portugueses têm, o poder eleito que está mais disperso e é mais conhecedor do País real.

 

Um país real que pagou a conta dos cortes feitos durante anos nas àreas menos visíveis ao eleitor e/ou onde o clientelismo é mais forte, ardendo durante 4 meses (Julho a Outubro) e com árvores a caírem.

 

Na minha óptica, repleta de ingenuidade, o Governo deveria ser Proativo nas suas políticas. Na verdade é Reativo. É sempre Reativo. 

 

Scrat Ice wall.gif

 

Tapa um buraco quando este é descoberto pelo público eleitor (ou quando dá raia) com fúria de justiceiro, qual scrat a tentar impedir o dilúvio; entretanto abriu outro (o cobertor é curto) na sua reação excessiva mas isso depois vê-se... e pois é, viu-se.

 

Tinha de se reduzir os Gastos de Pessoal na Administração Pública, mas não à custa dos Gabinetes Ministeriais nem da Assembleia da Républica, é claro; reduziu-se mais abaixo, onde para fazer o salário de um assessor são necessários 4, 5 ou 6, de assistentes ou guardas ou o que for. Lá se cortou na despesa à custa dos serviços mais "pequenos" como os Guardas Florestais. Não havia qualquer problema as "pessoas" e os privados tratam.

 

Eu sei PSD e CDS-PP, essa é a vossa ideologia, os privados podem e devem tomar conta, é o Capitalismo. O meu problema com a forma com que aplicam a vossa ideologia é que, na prática, colocaram o Estado a pagar, e isso, desculpem, mas já não é bem Capitalismo, é mais clientelismo, onde o "cliente" são vós próprios ou algum "amigo" que até vos "dá" umas "prendas".

 

Estou em dúvida quanto à ideologia dos partidos da geringonça, não consigo mesmo perceber:

 

PS - Manteve o garrote sobre a Administração Pública. Acrescentou, por via do Decreto-Lei de Execução Orçamental, cativações muito além do que havia negociado; e não contente com isso ainda estabeleceu, via Circular da Direção Geral do Orçamento - Ministério das Finanças, limitações ainda maiores. O povo pagou, em fogo e mortes, em serviços deficientes, em serviços que não puderam ser executados. O povo pagou e continua a pagar.

 

PCP - Perderam clamorosamente as Autárquicas. O que é que esperavam que acontecesse? Por aqui, à 4 anos, quando a Autarquia virou PS o novo Presidente colocou na rua sem direito sequer a subsidio de desemprego, do dia para a noite, todos os avençados perante um impávido e sereno Vereador do PCP que nada teve a objectar e que aliás passou carta branca ao PS para fazer conforme lhe aprouvesse ao longo de todo o mandato. Aqui ao lado o candidato pelo PCP chegou a um Lar e começou a ameaçar os Idosos para forçar o voto. Mais abaixo, Marido e Esposa, ambos PCP, revesam-se como candidatos (e Presidentes) para que o Marido mantenha o poder, numa mentalidade que já não se coaduna com a realidade dos dias de hoje. Esperavam o quê?

 

BE - A certo ponto até acreditei que a Catarina Martins poderia agitar as águas demasiado estagnadas da Politica Nacional. Mas quando o penacho se torna mais importante que o bem comum, como aconteceu, pelo menos uma vez, na discussão do OE para o ano que vem, é o momento em que deixo de acreditar. Um partido que prometia que apresentaria e faria discutir temas de relevo para os portugueses e agora mostra alguma tendência para preferir ser o Rei da Cocada mesmo sabendo que, não chamando os outros à discussão, é afastado como se uma incómoda mosca se tratasse.

 

Centeno, soma e segue, Portugal também some e segue a nível internacional. Por cá, quando começamos a "rapar o tacho" percebemos que a austeridade se manteve para Portugal em geral, os bons tempos apenas chegaram para alguns eleitos.

 

Continuamos a ter dois Portugal, aquele onde vivem os nossos políticos e sobre o qual decidem e aquele onde, infelizmente, vivemos; e o fosso entre os dois, apesar do esforço do Presidente Marcelo, teima a aumentar.

 

Vai valendo que já chove sobre o sequioso Portugal.

Chuva.gif

 

 

 

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