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Vida q. b.

A vida. Nem sempre escorreita mas também nem sempre difícil e onde sempre existe motivo para sorrir, mesmo que para disfarçar as lágrimas.

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01/02/19

Ainda os fogos... e não só - a propósito do Relatório da IGAI aos Incêndios de Mação 2017

E eis que, mesmo no final do dia de ontem, a Câmara Municipal de Mação revela alguns parágrafos do Relatório da IGAI.

 

O meu leitor dirá que só revelaram a parte que lhes interessa e apenas encontrará em mim uma taxativa e clara concordância. Por isso escrevo desde já o seguinte, não tive acesso ao Relatório na sua totalidade, acredito que terá informações bem interessantes e merecedoras de serem do conhecimento de todos os Portugueses; ainda assim, e por serem por demais gravosas ecoo aqui alguns dos parágrafos que a Câmara Municipal de Mação partilhou com todos nós:

 

"Pretende se apure porque motivo o fogo entrou no concelho de Mação, sem que nada tivesse sido comunicado às autoridades deste concelho pela Proteção Civil de Castelo Branco, porque motivo, mesmo quando o fogo lavrava com grande intensidade no concelho de Mação, continuou a ser coordenado pelo comando de Castelo Branco, sem abertura de ocorrência no concelho de Mação, distrito de Santarém (...)"

 

Nota: Não convinha abrir ocorrência porque isso faria com que Mação visse atribuídos meios específicos que não podiam ser desviados ao belo prazer dos Srs. de Castelo Branco.

 

"O CONAC Rui Esteves tem nova intervenção decisiva no balanceamento dos meios: entra em contacto telefónico com o Comandante do GRIF 2 de Lisboa, Paulo Rocha, e transmite-lhe que não tem nada que estar naquele local (Mação), que o PCS de Santarém tinha sido inventado pelo CODIS Mário Silvestre, e deve deslocar-se para o PCO em Proença-a-Nova, que era o seu posto de comando, sem parar em lado nenhum"

 

Nota: Sua Exc.ª o Ente Superior, instalado confortavelmente numa qualquer cadeira, sofá ou (quiçá) uma bela espreguiçadeira ou cama, fora do Teatro de Operações entra em contacto direto com o Comandante Paulo Rocha (esse sim no terreno) e além de lhe dar ordem de desviar a sua equipa do local onde estava, passa-lhe um atestado de incompetência e mesmo de desobediência ("não tem nada que estar naquele local" ).

Mais acusa o CODIS de Santarém Mário Silvestre de ter inventado um PCS (PCO?). Isto "cheira-me" a "guerrinhas" pessoais que não deviam ter lugar num momento em que tudo arde e em que o Sr. Rui Esteves deveria estar mais preocupado em controlar o fogo. Se o meu pior inimigo me vier dizer que a minha casa está a arder eu até posso mandá-lo àquela parte mas garanto que também vou telefonar à vizinhança para confirmar que está tudo bem.

Nota 2: se esta é "nova intervenção" fiquei curiosa por saber qual ou quais foram as anteriores intervenções.

 

"De assinalar que o envolvimento direto de um Comandante Nacional, na forma como é feito, não pode deixar de causar estranheza"

 

Nota: Adoro a forma formal que o relator tem de colocar a frase para transmitir que a forma de atuação do Comandante Nacional foi uma aberração. Ausente do Teatro de Operações e ultrapassando toda a Cadeia de Comando abaixo de si incluindo quem detinha o Comando no PCO dá ordem directa a um Comandante para se retirar para outro local do fogo.

 

"(...) Os comentários que se seguem por parte do Comandante do GRIF 2 de Lisboa, em conversa com o CODIS Mário Silvestre, ilustram o que se passará de seguida, diz ele que a saída do seu grupo «não tem sentido nenhum, pois mais tarde ou mais cedo uma parte do incêndio vai reacender e tu não tens condições para o apanhar porque ele vai-se embora e entra-te Mação adentro». Como recebeu ordens do próprio CONAC, nada pode fazer, tal como nada pode fazer o CODIS Mário Silvestre".

 

Nota: Existia um alerta de mudança da direção do vento emitido pelo IPMA pelo que os Comandantes (incluindo o Comandante Nacional e o CODIS de Castelo Branco - que coordenava o combate ao fogo) sabiam e estavam em condições de prever uma alteração da direção do fogo (seguiria direto para Mação).

Comandantes experientes sabem ler as situações no terreno, especialmente um terreno que conhecem (demasiado) bem em situações de fogo, mas ninguém sabe mais que o Ente Superior a quilómetros de distância da ocorrência.

 

"Durante a tarde desse dia 24, conforme é patente na factualidade dada como assente, sucedem-se as reativações com muita intensidade na área do Concelho de Mação, particularmente nas zonas onde se encontravam em trabalhos os GRIF de Aveiro e o GRIF 2 de Lisboa. Tal como se sucedem as comunicações de insuficiência de meios desse lado".
"(...) a contenção do incêndio no lado de Mação é, a partir desta altura, uma batalha perdida e o fogo progride de forma brutal para o interior deste concelho. Onde vai consumir uma área de 18000 hectares."

 

Nota: Entre os menos de 40 operacionais que estavam junto dos meios do distrito de Santarém que combatiam em Mação e os mais de 400 operacionais que estavam junto dos meios do distrito de Castelo Branco a combater em Proença e Sertã com a mudança de sentido do ventos (e do fogo) não era possível ao operacional em Mação fazer frente ao Inferno que caiu sobre eles (e nós). Para uma visão mais clara deixo as imagens da NASA à progressão deste fogo.

nasa-worldview-2017-07-20-to-2017-07-27.gif

A pontinha, superior do fogo que evolve é Sertã e Proença, a mancha de lume (visível) que se descontrola e alarga para sul é Mação.

 

"Temos, pois, como resulta do supra exposto, que resultaram da instrução do presente inquérito suficientes indícios que conduzem à imputação de responsabilidade disciplinar ao então CONAC Rui Esteves. Verifica-se, contudo, que (...) o empregador público apenas tem poder disciplinar sobre o trabalhador ao seu serviço, enquanto vigorar o vínculo de emprego público"

Nota: Pois, com a reedição da história das licenciaturas falsas o Sr. Rui Esteves saiu e foi um grande favor que lhe fizeram. Sem vínculo público não há processo disciplinar. Mas em compensação pelos favores que fez aos amigos em Castelo Branco (com todo o respeito que tenho aos albicastrenses e neles abarcando todos os habitantes do distrito que sofrem com os fogos tanto quanto nós) vai tendo "tachos" com que, sem o incoveniente vínculo público, lhe vai permitindo embolsar o dinhiero do erário público (o MAI também encaminhou o Relatório à CIMBB - Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, onde "colabora" atualmente o ex-CONAC).

 

Mação não vai ficar quieto, espero que o Ministério Público também não. No mínimo que não lhe seja confiado o comando de qualquer situação análoga.

31/01/19

Como simples peões no tabuleiro do "ente-superior"...

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Esta manhã deparo-me com a notícia

Ministro envia para Ministério Público inquérito da IGAI sobre incêndio de 2017 em Mação

 

A notícia só é inesperada porque sempre achei que iam encobrir os factos... os factos que vi... os factos que observei... os factos que senti na pele... mas que, do hábito, achei que, muito provavelmente, não seriam considerados como Verdade.

 

Sim, porque aprendi que a Verdade é subjectiva. O que vi, observei, senti na minha Verdade pode não ser a Verdade de quem observa, sentado no sofá, na sua televisão. Existem tantas Verdades como pessoas há no Mundo.

 

E depois há os encobrimentos, os branqueamentos. Por isso fiquei agradavelmente supreendida por ver que a IGAI e o MAI, ao que parece porque ainda não tive acesso ao Relatório (e imagino que não irei ter), não haviam alinhado em encobrimentos nem em branqueamentos.

 

Sim, a visão foi distrital, os meios foram organizados como se apenas o distrito de Castelo Branco estivesse a arder, facto que, sim, foi branqueado à altura pela própria ANPC. Lembro bem da porta-voz da ANPC em resposta a um jornalista sobre o incêndio de Mação ter respondido não existir qualquer incêndio em Mação (apenas o da Sertã), enquanto nós, concelho de Mação ardiamos, envoltos num mar de chamas e vento carregado de projeções e fumo.

 

Aliás ardemos durante quase dois meses daquele ano de 2017 em que perdemos 80% de área para as chamas, mas apenas teremos tido UM fogo de acordo com a ANPC (e, já agora também de acordo com o INCF), isto porque tivemos "a sorte" de uma fagulha ter voado do concelho de Ferreira do Zêzere para o de Mação criando um novo incêndio senão, de acordo com a ANPC, Mação teria visto arder 80% da sua área sem que tivesse existido um único incêndio no concelho.

 

Pode parecer contraditório mas este é o sinal de que o concelho de Mação é um exemplo de boas práticas em termos de fogos, apenas ardemos porque, quando nos chegam, os fogos já vêm incontroláveis. Não há grandes fogos a começar em Mação. Mas daí a dizer que não há incêndios em Mação há uma grande diferença.

 

Diferença essa que, no caso, e com um Comandante Nacional (a receber salário público) que não se dignou a vir ao terreno mas se arrogou no direito de emitir ordens operacionais, nos custou muito caro.

 

Tivesse o fogo começado em Mação e o Comandante Distrital de Santarém teria competência operacional sobre o toda a área do mesmo, assim, como já tinha começado noutro Distrito o Comandante Distrital de Santarém teve de ser remeter a uma coordenação que, como bem foi visto em Mação e todo o País (esperemos) vê agora, não esteve à altura das responsabilidades que se tinha obrigado a cumprir quando aceitou o cargo.

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No entretanto voltou tudo a mim, as lembranças, o sofrimento, a sensação do vento queimante na pele, o desespero, a angústia, a impotência, a ansiedade, a imensa dor e tristeza... demorei mais de um ano a arrumá-la num cantinho da minha alma e neste momento voltou acicatada pelo tempo que esteve contida e reforçada com outro sentimento, a revolta, vejo agora que a Minha Verdade era real, vejo agora que, por parcialidades de quem devia ter pensado em todos os portugueses, Mação ardeu naquele julho, casas perderam-se naquele julho, almas (não pessoas Graças a Deus mas para nossa desgraça - porque o não ter havido mortes físicas resultou em discriminação e recusa de apoios) perderam-se naquele julho e o responsável continuou a fazer a sua vida quase como se nada fosse e agora até ligado a outra entidade pública.

 

Vou lutar para voltar a fechar todos estes sentimentos por forma a conseguir seguir com a minha vida sem que eles me condicionem. Vou lutar para isso e vou conseguir contê-los mas nunca por nunca irei esquecer nada do que se passou.

03/01/19

2019 - Ano de Mudança

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Está decidido, o ano 2019 será, para mim, um ano de Mudança.

 

Parece uma daquelas decisões para o Ano Novo que, chegados a Dezembro, nada fizemos para tornar realidade, mas não é.

 

Não é porque já dei o primeiro passo para que a Mudança aconteça.

Não é porque a sinto em mim.

 

Sou assim... fico na minha, trabalho, sofro. Se vem mais trabalho faço das tripas coração, sofro, amofino-me, luto, faço sacrificios e faço-o. Pode até parecer que o fiz "com uma perna às costas", não é verdade, esforço-me imenso, canso-me, sinto-me frustada, mas fico no meu canto e faço. Compreendo as dificuldades e faço uso apenas dos instrumentos que tenho ou que consigo produzir, esta minha "auto suficiência" é o meu Karma.

 

Como podem ler, dou-me, entrego-me, a 100% para o sucesso de qualquer projecto em que esteja integrada por isso é-me difícil "saltar" de projecto.

 

É-me difícil entender e aceitar que o projecto já me está a prejudicar, que necessito mudar para continuar a evoluir, para ficar melhor. Mas quando dou o primeiro passo...

 

Quando dou, MESMO, o primeiro passo começo "a sair" ainda que figurativamente. Começo a distanciar-me, a pensar mais em mim que antes.

 

Estou nesta fase, por isso afirmo que 2019 vai ser um ano de Mudança. A minha vida vai Mudar, não conto chegar a Dezembro de 2019 sentada onde estou sentada. Desejo tudo de bom a este projecto que ajudei a construir mas chega uma altura em que temos que pensar em nós... o nosso tempo é finito.

 

02/11/18

O ar cheira a bolos...

Na minha aldeia cheira a bolos. O cheiro domina o ar e toma-nos de assalto.

 

Mas não é o cheiro de um bolo qualquer, é o cheiro do Bolo Amassado, típico dos "Santos" (leia-se do Dia de Todos os Santos), no forno, a cozer.

 

Esta é uma época de sentidos. É a época da "romaria" ao Cemitério, a época da "neve" pelos campos (sinal do frio húmido), e dos dias de sol e frio (bem sei que também de alguma chuva).

 

E ontem foi dia de tradições: os meninos (infelizmente poucos) do "Bolinhos, bolinhos, à porta os santinhos", a feira à antiga (a que vou desde criança) e o aroma do Bolo Amassado a cozer.

 

No meio de tanta coisa má, tanta infelicidade, tantas lágrimas silenciosas, tanta incerteza com o futuro, o aroma do Bolo Amassado a cozer no forno é como um bálsamo.

03/09/18

Sobre a Hora

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Os nossos "amigos" Finlandeses puseram na mesa da União Europeia o deixar de mudar a hora. Foi a Votos, limitados a quem tem acesso à net e é digitalmente letrado, e em aproximadamente 4 milhões de votos 80% entendeu que "Sim, os Finlandeses têm razão".

 

Eu devo dizer que votei vencida. Prefiro mudar a hora. Lembro-me bem do ano que Portugal resolveu manter a hora de Verão. Estava a dar aulas na altura e saber que crianças, para alcançar as paragens do autocarro escolar, tinham de fazer trajectos a pé, sózinhos, pelo meio de locais ermos, noite cerrada e sem qualquer esperança de ver luz do Sol senão no primeiro intervalo da manhã depois de acumularem já uma aula de 50min, não era aceitável. Que o meu cérebro (e, imagino, o dos outros) estava ainda em "modo noturno" quando fazia o trajecto para a escola e mesmo durante a primeira hora de trabalho, não era uma situação fácil até porque a condução em modo "zombie" tem sempre os seus riscos.

 

Mas vivo em democracia e a maioria vence. Espero que essa maioria goze bem as horas de sol que ganha à tarde... mas espera lá no Inverno o Sol põe-se cedo, aí pelas 18h... Será que então não se ganhou nada? Bem, talvez sim que isso de se pôr às 18h são só para aí um mês. 

 

Porque vamos ficar com a hora de verão, certo? Ah, não há certeza? Pode ser a de inverno? Oh raios e depois como vai ser? Vou para a praia às 6 da manhã para aproveitar as horas em que o Sol é "seguro" ou então só vou à tarde. Bem, está bem se a maioria é que vence.

 

Mas espera lá se a maioria é que vence, será que vamos ter de ficar com a hora Europeia agora que, com o Brexit, Portugal fica sózinho neste horário?

 

Oh Deus... não tarda nada têm de instituir a sesta. E lá se vão as mais horas de Sol depois de terminar o trabalho que levaram tanta gente a votar a favor de se deixar de mudar a hora.

 

20/02/18

O Rio, Nós e o Tempo

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 Crédito da Foto: Dr. João Matos Filipe

 

Caminhava à beira rio, o rio que a prendia, que a havia visto crescer, o rio que reconhecia mesmo visto do céu.

 

Ainda recordava o regresso da primeira viagem ao estrangeiro de avião, um dia claro solarengo, a excitação de se sentir no ar, de ver tudo o que conhecia pequenino lá em baixo. Ia no lugar do meio mas juntava-se à F., sua amiga de sempre, para olhar pela janela sempre que havia algo que despertava a atenção. Desta feita foi o Comandante a alertar todos:

 

“Estamos a passar o Rio Mondego.”

 

Ambas tinham acorrido de imediato à janela, não identificando mais nada além de campos verdejantes, esticaram-se tentando descortinar algo na janela oposta mas era impossível. Retornaram à “sua” janela esforçando-se por descortinar o Rio. O fio de azul profundo a cortar o verde surgiu mas de imediato a verdade a havia atingido:

 

“Aquele é o Tejo."

 

F. retorquiu que o Comandante tinha dito que era o Mondego, mas ela sabia que era o Tejo. Não sabia como, mas aquele era o “seu” Rio, o Tejo.

 

As dúvidas de F. ficaram esclarecidas quando o avião curvou para seguir Tejo abaixo, e depois o sobrevoou, dando a curva para se alinhar com a pista.

 

Era uma visão do Tejo nunca tinha tido, a visão de pássaro, que, quem fica na margem, quem navega nos barcos, nunca tem. E é uma visão tão bela.

 

Bela como um sonho, bela mas também irreal, sem problemas, sem defeitos, perfeita na sua distância feita de altitude, apenas um rio de ouro e prata a brilhar ao Sol, agora, olhando da margem via os problemas, os defeitos, como cicatrizes.

 

Como as cicatrizes na sua pele todas tinham a sua história, algumas felizes outras (quase todas) menos felizes, as marcas do tempo que passa por nós mas também passa pelo Rio.

 

Antes de ela nascer já o Rio existia, muito do que para ela era hoje uma característica bela era de facto uma cicatriz.

A curva do Rio e a lezíria, marca indelével na sua paisagem, orquestrada pelos Romanos, há muito tempo atrás.

A Barragem, ferida ainda aberta que se foi transformando em marca na paisagem, causadora de pobreza quando bloqueou o aluvião e fez desaparecer os campos mais produtivos da sua margem direita a jusante ou quando encheu e inundou as Termas e campos de cultivo de igual forma.

Estas feridas, estas cicatrizes já existiam antes dela nascer e já lhe fariam falta se desaparecessem da "sua" paisagem.

 

A luta hoje é para sarar as feridas de hoje e não contra as já cicatrizadas feridas de ontem. Mas neste dia soalheiro em que caminha pela margem de um rio de caudal regular e azul límpido ao som da água corrente e do cantar dos melros enquanto uma águia pesqueira a sobrevoa lá do alto apenas sente a paz e a Primavera que se aproxima olvidando o Tempo que corre e tudo muda.

19/02/18

Chegaram as Andorinhas...

andorinha_voando-2338.jpg

 

Ontem pela tarde já o sol descia no horizonte chegaram.

 

Prenúncio de Primavera, as Andorinhas voltaram a casa.

 

Vi as coisas tão complicadas em 2017. As últimas partiram empurradas por nuvens de fumo tão infernais quanto o fogo que as produzia. A sua sobrevivência uma dúvida sempre presente bem no fundo da alma, mas eis que a esperança renasce...

 

Voltaram as Andorinhas. Existirá Primavera. A Natureza reencontra o seu equílibrio.

 

19/02/18

Vai formosa e segura Elina no laranjal...

Uma pequena (espero) nota prévia, relativamente à política encontro-me Desencantada. Desencantada com a generalidade da classe política onde quem não tem nível chega a altos cargos e quem tem nível, para poder agir conforme o seu bom senso e consciência, tem de chegar alto porque "por baixo", nas chamadas "bases", quem se atreve a divergir do discurso autorizado é colocado de parte e "desaparece".

 

Admiro e respeito os políticos (poucos e raros) que tomam partido e se levantam em prol do que consideram correto independentemente de quem propõe. Conheço alguns que o fazem cá fora mas, dentro de São Bento, dentro do partido, seguem a opinião geral (do partido), não é a esses que me refiro, refiro-me àqueles que, seja onde for pugnam pelo que consideram correto. E esses, repito, são raros, a grande maioria são políticos desde o 25 de Abril e estão em fim de carreira.

 

Ontem Rui Rio "surpreendeu" com a nomeação de Elina Fraga para Vice-Presidente. Parte do partido não gostou, ao que parece por Eliana Fraga, como Bastonária da Ordem dos Advogados, ter divergido publicamente e de forma bastante ativa do Governo PSD/PP de Passos Coelho.

 

Eliane Fraga e Rui Rio.jpg

Fonte: DN

 

É um tomar de posição de Rui Rio e um "aviso" ao partido e talvez ao país.

 

Para mim, que olho de fora, fiquei com curiosidade sobre Eliana Fraga que, sendo PSD, pugnou pelo que considerava correto mesmo sendo diferente da corrente geral do partido, e mais importante ainda (especialmente para um país em que isto raramente acontece) não submeteu o cargo, para que foi eleita, de Bastonária da Ordem dos Advogados, à sua militância (pessoal) do PSD.

É bom saber que ainda há quem consiga separar as suas posições pessoais das posições que tem de tomar em representação de um coletivo que o elegeu como representante.

 

A reação do Laranjal não surpreendeu, nem surpreenderia em outro qualquer partido politico, em que este gesto

 

nodding yes.gif

 

é a regra, mesmo que contra o interesse do país.

 

Vamos agora ver como reage o partido, o país e a própria Eliana Fraga a este "sinal"de Rui Rio e à resposta do partido.

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