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Vida q. b.

A vida. Nem sempre escorreita mas também nem sempre difícil e onde sempre existe motivo para sorrir, mesmo que para disfarçar as lágrimas.

Vida q. b.

A vida. Nem sempre escorreita mas também nem sempre difícil e onde sempre existe motivo para sorrir, mesmo que para disfarçar as lágrimas.

02/11/18

O ar cheira a bolos...

Na minha aldeia cheira a bolos. O cheiro domina o ar e toma-nos de assalto.

 

Mas não é o cheiro de um bolo qualquer, é o cheiro do Bolo Amassado, típico dos "Santos" (leia-se do Dia de Todos os Santos), no forno, a cozer.

 

Esta é uma época de sentidos. É a época da "romaria" ao Cemitério, a época da "neve" pelos campos (sinal do frio húmido), e dos dias de sol e frio (bem sei que também de alguma chuva).

 

E ontem foi dia de tradições: os meninos (infelizmente poucos) do "Bolinhos, bolinhos, à porta os santinhos", a feira à antiga (a que vou desde criança) e o aroma do Bolo Amassado a cozer.

 

No meio de tanta coisa má, tanta infelicidade, tantas lágrimas silenciosas, tanta incerteza com o futuro, o aroma do Bolo Amassado a cozer no forno é como um bálsamo.

03/09/18

Sobre a Hora

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Os nossos "amigos" Finlandeses puseram na mesa da União Europeia o deixar de mudar a hora. Foi a Votos, limitados a quem tem acesso à net e é digitalmente letrado, e em aproximadamente 4 milhões de votos 80% entendeu que "Sim, os Finlandeses têm razão".

 

Eu devo dizer que votei vencida. Prefiro mudar a hora. Lembro-me bem do ano que Portugal resolveu manter a hora de Verão. Estava a dar aulas na altura e saber que crianças, para alcançar as paragens do autocarro escolar, tinham de fazer trajectos a pé, sózinhos, pelo meio de locais ermos, noite cerrada e sem qualquer esperança de ver luz do Sol senão no primeiro intervalo da manhã depois de acumularem já uma aula de 50min, não era aceitável. Que o meu cérebro (e, imagino, o dos outros) estava ainda em "modo noturno" quando fazia o trajecto para a escola e mesmo durante a primeira hora de trabalho, não era uma situação fácil até porque a condução em modo "zombie" tem sempre os seus riscos.

 

Mas vivo em democracia e a maioria vence. Espero que essa maioria goze bem as horas de sol que ganha à tarde... mas espera lá no Inverno o Sol põe-se cedo, aí pelas 18h... Será que então não se ganhou nada? Bem, talvez sim que isso de se pôr às 18h são só para aí um mês. 

 

Porque vamos ficar com a hora de verão, certo? Ah, não há certeza? Pode ser a de inverno? Oh raios e depois como vai ser? Vou para a praia às 6 da manhã para aproveitar as horas em que o Sol é "seguro" ou então só vou à tarde. Bem, está bem se a maioria é que vence.

 

Mas espera lá se a maioria é que vence, será que vamos ter de ficar com a hora Europeia agora que, com o Brexit, Portugal fica sózinho neste horário?

 

Oh Deus... não tarda nada têm de instituir a sesta. E lá se vão as mais horas de Sol depois de terminar o trabalho que levaram tanta gente a votar a favor de se deixar de mudar a hora.

 

20/02/18

O Rio, Nós e o Tempo

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 Crédito da Foto: Dr. João Matos Filipe

 

Caminhava à beira rio, o rio que a prendia, que a havia visto crescer, o rio que reconhecia mesmo visto do céu.

 

Ainda recordava o regresso da primeira viagem ao estrangeiro de avião, um dia claro solarengo, a excitação de se sentir no ar, de ver tudo o que conhecia pequenino lá em baixo. Ia no lugar do meio mas juntava-se à F., sua amiga de sempre, para olhar pela janela sempre que havia algo que despertava a atenção. Desta feita foi o Comandante a alertar todos:

 

“Estamos a passar o Rio Mondego.”

 

Ambas tinham acorrido de imediato à janela, não identificando mais nada além de campos verdejantes, esticaram-se tentando descortinar algo na janela oposta mas era impossível. Retornaram à “sua” janela esforçando-se por descortinar o Rio. O fio de azul profundo a cortar o verde surgiu mas de imediato a verdade a havia atingido:

 

“Aquele é o Tejo."

 

F. retorquiu que o Comandante tinha dito que era o Mondego, mas ela sabia que era o Tejo. Não sabia como, mas aquele era o “seu” Rio, o Tejo.

 

As dúvidas de F. ficaram esclarecidas quando o avião curvou para seguir Tejo abaixo, e depois o sobrevoou, dando a curva para se alinhar com a pista.

 

Era uma visão do Tejo nunca tinha tido, a visão de pássaro, que, quem fica na margem, quem navega nos barcos, nunca tem. E é uma visão tão bela.

 

Bela como um sonho, bela mas também irreal, sem problemas, sem defeitos, perfeita na sua distância feita de altitude, apenas um rio de ouro e prata a brilhar ao Sol, agora, olhando da margem via os problemas, os defeitos, como cicatrizes.

 

Como as cicatrizes na sua pele todas tinham a sua história, algumas felizes outras (quase todas) menos felizes, as marcas do tempo que passa por nós mas também passa pelo Rio.

 

Antes de ela nascer já o Rio existia, muito do que para ela era hoje uma característica bela era de facto uma cicatriz.

A curva do Rio e a lezíria, marca indelével na sua paisagem, orquestrada pelos Romanos, há muito tempo atrás.

A Barragem, ferida ainda aberta que se foi transformando em marca na paisagem, causadora de pobreza quando bloqueou o aluvião e fez desaparecer os campos mais produtivos da sua margem direita a jusante ou quando encheu e inundou as Termas e campos de cultivo de igual forma.

Estas feridas, estas cicatrizes já existiam antes dela nascer e já lhe fariam falta se desaparecessem da "sua" paisagem.

 

A luta hoje é para sarar as feridas de hoje e não contra as já cicatrizadas feridas de ontem. Mas neste dia soalheiro em que caminha pela margem de um rio de caudal regular e azul límpido ao som da água corrente e do cantar dos melros enquanto uma águia pesqueira a sobrevoa lá do alto apenas sente a paz e a Primavera que se aproxima olvidando o Tempo que corre e tudo muda.

19/02/18

Chegaram as Andorinhas...

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Ontem pela tarde já o sol descia no horizonte chegaram.

 

Prenúncio de Primavera, as Andorinhas voltaram a casa.

 

Vi as coisas tão complicadas em 2017. As últimas partiram empurradas por nuvens de fumo tão infernais quanto o fogo que as produzia. A sua sobrevivência uma dúvida sempre presente bem no fundo da alma, mas eis que a esperança renasce...

 

Voltaram as Andorinhas. Existirá Primavera. A Natureza reencontra o seu equílibrio.

 

19/02/18

Vai formosa e segura Elina no laranjal...

Uma pequena (espero) nota prévia, relativamente à política encontro-me Desencantada. Desencantada com a generalidade da classe política onde quem não tem nível chega a altos cargos e quem tem nível, para poder agir conforme o seu bom senso e consciência, tem de chegar alto porque "por baixo", nas chamadas "bases", quem se atreve a divergir do discurso autorizado é colocado de parte e "desaparece".

 

Admiro e respeito os políticos (poucos e raros) que tomam partido e se levantam em prol do que consideram correto independentemente de quem propõe. Conheço alguns que o fazem cá fora mas, dentro de São Bento, dentro do partido, seguem a opinião geral (do partido), não é a esses que me refiro, refiro-me àqueles que, seja onde for pugnam pelo que consideram correto. E esses, repito, são raros, a grande maioria são políticos desde o 25 de Abril e estão em fim de carreira.

 

Ontem Rui Rio "surpreendeu" com a nomeação de Elina Fraga para Vice-Presidente. Parte do partido não gostou, ao que parece por Eliana Fraga, como Bastonária da Ordem dos Advogados, ter divergido publicamente e de forma bastante ativa do Governo PSD/PP de Passos Coelho.

 

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Fonte: DN

 

É um tomar de posição de Rui Rio e um "aviso" ao partido e talvez ao país.

 

Para mim, que olho de fora, fiquei com curiosidade sobre Eliana Fraga que, sendo PSD, pugnou pelo que considerava correto mesmo sendo diferente da corrente geral do partido, e mais importante ainda (especialmente para um país em que isto raramente acontece) não submeteu o cargo, para que foi eleita, de Bastonária da Ordem dos Advogados, à sua militância (pessoal) do PSD.

É bom saber que ainda há quem consiga separar as suas posições pessoais das posições que tem de tomar em representação de um coletivo que o elegeu como representante.

 

A reação do Laranjal não surpreendeu, nem surpreenderia em outro qualquer partido politico, em que este gesto

 

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é a regra, mesmo que contra o interesse do país.

 

Vamos agora ver como reage o partido, o país e a própria Eliana Fraga a este "sinal"de Rui Rio e à resposta do partido.

14/02/18

Poluição do Tejo: Análise pós Prós e Contras e uma conclusão sobre os Organismos Inspectivos

Vi com atenção o "Prós e Contras" desta segunda feira, lamentavelmente por motivos pessoais não pude estar físicamente presente (como pretendia), e fui processando o que fui ouvindo.

 

O Sr. Ministro do Ambiente não apresentou grandes novidades no discurso. O gráfico que apresentou era interessante. Atrapalhou-se quando questionado sobre o aumento da licença da Celtejo em 2016, que justificou informando que antes do aumento da licença a Celtejo poluia mais do que depois do aumento da licença.

 

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A Técnica Especialista em Recursos Hídricos presente terá sido tecnicamente correta mas, não estando dentro do processo, não conhecendo "as espécies não autócnones" introduzidas no Rio Tejo, limitou-se a debitar tecnicidades e legislações aplicáveis. A típica figura independente externa que programas de debate têm de ter mas que, pelo menos à superfície, parecem não trazer grande valor acrescentado, especialmente neste caso em que ao seu lado se sentava o Dr. Carmona Rodrigues.

 

 

O Dr. Carmona Rodrigues, também ele Técnico Especialista em Recursos Hídricos, mostrou conhecer não só a sua área mas o Tejo, da nascente à foz. Desconstruiu em segundos o argumento falacioso de que a poluição que se acumula em Vila Velha de Rodão vem de Espanha. De facto também flutua espuma em Toledo, outra espuma que não esta nem como esta, resulta da poluição urbana dos milhares de residentes da zona de Madrid, a parte sólida destes fica retida nas primeiras barragens a jusante de Toledo logo ainda em Espanha, a líquida vai se diluindo ao longo do curso do rio e nas águas reforçadas pelos afluentes, alguma chega de facto mas não a suficiente para justificar o que se está a passar em Vila Velha de Rodão, e os resíduos sólidos ali encontrados são celulósicos.

 

 

O Arlindo Marques foi um Arlindo calmo, de quem vê que a sua luta não foi em vão, que as coisas estão a mexer e que o Rio Tejo talvez consiga sobreviver.

 

 

O Dr. Vasco Estrela foi o Dr. Vasco Estrela, Presidente da Autarquia de Mação, defensor do seu concelho e do que o prejudica.

 

 

O Dr. Luís Pereira foi o Dr. Luís Pereira, presidente da Autarquia de Vila Velha de Rodão, a postura que teve é a que tem tido ao longo de todo este tempo. Dirão que defende os postos de trabalho no seu concelho, eu responderei que os postos de trabalho das celuloses não estão em risco, o mundo está cheio de empresas de celulose que laboram dentro da legalidade, já os postos de trabalho na área turistica (Monumento Nacional das Portas de Rodão, Museu Municipal, Restaurantes, Passeios no Rio, Parque de Campismo, e outros) estão em risco ou já perdidos. Não ridicularizo a torpe tentativa de responder aos pescadores que o Lagostim (espécie não autóctone) causa estragos ambientais graves pois todos sabemos que a não controlada introdução de espécies não autóctones (lagostim, lúcio perca, siluro) tem de facto consequências graves para a fauna e o equilibrio ambiental do Rio Tejo; não é, no entanto, o causador da poluição.

 

 

Somos chegados à APA e à sua Inspeção e chegados também a um problema bem mais grave que é transversal em todos os sectores: As Inspeções não existem para Inspecionar, as Inspeções existem para passar multas e desta forma arrecadar receita para o Estado.

 

 

É assim em todos os Sectores. Os crimes, sejam eles ambientais ou outros, em regra só após um grande processo de investigação resultam em condenação de um (ou mais) agentes, condenação essa efectuada por Juíz em Tribunal; a Inspeção quer multar hoje, quer receber hoje, para isso tem de saber quem foi o agente por isso inspeciona o Agente que "tem por objectivo" multar. Não é o Interesse Público que está em causa é a Receita do Estado.

 

 

Assim o Rio Tejo, como outros, passou à margem. As Inspeções são feitas nas empresas e, com mais frequência que se desejaria, estas "sabem" que os inspetores estão para vir, ou que os inspectores não vêm à noite, nem fora dos horários "tais" e "tais" (de relembrar que decorreu por anos uma greve às horas suplementares de várias Inspeções).

 

 

O enfoque foi feito nos processos administrativos, nas multas que os Tribunais reduzem, omitindo que por certo o fazem porque a Lei o permite.

 

 

O Deputado do PSD, Duarte Marques, foi o Duarte Marques. O Rio Tejo está acima da política, é apolítico. Deu, talvez, o maior choque ao Sr. Ministro e a maior surpresa à Fátima Campos Ferreira, ao elogiar as últimas decisões do Sr. Ministro. Não me surpreendeu a mim nem a ninguém da plateia, é o Duarte Marques.

 

 

Os ambientalistas falam de forma mais técnica e tentam alargar o âmbito da discussão para cumprir as suas agendas. Nada de novo.

 

 

Os pescadores sofrem na pele. Vêem autoridades a priviligiar umas vidas e deixando caír outras. A vida de 3 centenas (?) trabalhadores da industria já valeu a vida de 1042 pescadores, como se a vida de pescador valesse menos. Hoje não há peixe para pescar no Rio Tejo. Com a água que a Espanha está a enviar não vem peixe. Para o repovoamento do Rio provavelmente não bastará a Natureza.

 

 

Os que investiram na àrea turística não vivem melhor sorte. Mesmo que tenham peixe para servir (vindo do Alqueva ou de outro qualquer local) e lampreia (de França) os clientes não os querem comer quando olham pela janela e observam as águas ou mesmo tempo que as suas narinas são invadidas pelo cheiro nauseabundo. Também a vida destes parece valer menos que a dos trabalhadores do sector industrial.

 

Quanto a Fátima Campos Ferreira, não partilho da sua opinião relativamente ao processo que a Celtejo colocou ao Arlindo Marques. Espero que não dê em acordo e elaboro o porquê.

O Arlindo solicitar acordo é assumir-se como culpado, o que ele não é pois a razão assiste-lhe.

A Celtejo retirar o processo ou solicitar acordo é assumir-se ela como culpada e já vimos que nunca o fará.

Apenas me preocupa uma coisa, o Segredo de Justiça imposto pelo DIAP de Castelo Branco. Mesmo que os resultados da análise resultem em provas a favor do Arlindo estas não poderão (pelo que percebo) ser usadas pela sua defesa. É talvez mais uma acha para a fogueira debaixo do DIAP de Castelo Branco que Miguel Sousa Tavares ateou.

 

 

14/02/18

Constança ou a importância de se ser Constância

CONSTANCIA.jpg

 Fonte: Médio Tejo

 

Muito se tem (finalmente) falado do Rio Tejo. O estado a que, apesar dos alertas das populações, se deixou chegar este importantíssimo Rio Ibérico é chocante e a reação (ainda que pouco inflamada por motivos que já elaborei aqui e a que Miguel Sousa Tavares aludiu na SIC) só peca por tardia.

 

Muitos se têm referido à situação. Miguel Sousa Tavares tem sido acutilante e "on the nose" trazendo à praça pública factos menos conhecidos do grande público e sem medo de "por os nomes aos bois". O "Prós e Contras" da passada segunda feira foi dedicado ao tema, as "inocentes" empresas não aceitaram o convite para estarem presentes "deixando" o presidente de Vila Velha de Rodão com o pesado "encargo" de defender o indefensável, enquanto os restantes munícipios e Comunidades Intermunicipais ribeirinhos, com a clara excepção de Mação, marcaram pela ausência dos respectivos presidentes.

 

Folgo, folgamos todos, pois o Tejo é de todos nós, em ver que, pelo menos, o grande público tem agora conhecimento desta situação, ainda que, objectivamente e conhecendo Portugal, num amanhã que chegará mais cedo que devia, surgirá alguma crise futebolística que causará escândalo nacional impulsionado (como habitualmente) pelos media do Grupo Cofina (proprietário via Altri da Celtejo, da Caima e da Celbi).

 

Mas vinha tudo isto a propósito de uma coisa tão prosaica quanto a repetição de um erro que não sei se classificar de ortográfico se geográfico que tem "criado" uma vila à beira Tejo de nome Constança.

 

Constança é uma vila que tem ganho presença na comunicação social. Miguel Sousa Tavares, Diário de Notícias, Ministro do Ambiente e muitos outros a ela se referem amiúde. Uma honra para qualquer vila se a vila de Constança existisse, o facto é que não existe vila com tal nome.

 

Existe a vila de Constância, vila ribeirinha incontornável da bacia hidrográfica do Tejo por diversos motivos, entre os quais:

 

1 - está localizada onde o Rio Zêzere encontra o Rio Tejo;

Zezere e Tejo.jpg

 Fonte: Radio Hertz

 

2 - tem uma comunidade piscatória com grandes tradições culturais e religiosas;

 

Constancia-festas.jpg

 Fonte: Cidade de Tomar

 

3 - é a localização da celulose Caima (Grupo Altri)

 

Caima.jpg

 Fonte: Caima

 

Estranhamente (ou talvez não) Constância tem estado "silenciosa" mesmo na defesa do seu próprio nome.

 

 

Um nome que lutou por ter, que recebeu como recompensa em 1836, substituindo a anterior não apreciada toponímia de Punhete, mas que, com o seu silêncio e ausência nos últimos tempos, tem visto substituido por "Constança" com uma regularidade e a tal nível que se torna cada vez mais difícil corrigir o erro a quem tenta corrigi-lo.

 

Será a toponímia "Constância" mais uma "vítima" desta espuma que turva o Rio Tejo?

 

 

12/02/18

Rio Tejo - Inesperadamente ou talvez não Notícia do Correio da Manhã - A espuma nauseabunda passou por Lisboa...

... e flutua agora o Atlântico, em risco de ir dar a uma qualquer praia a Sul.

espuma no tejo.png

Fonte: Jornal Sol 

 

A notícia é, inesperadamente ou talvez não, do Correio da Manhã, "Manchas de Espuma atingem o Mar da Palha"

 

Era expectável que a espuma viesse até à Foz, ao Mar da Palha. Não é inesperado que os pescadores a tivessem avistado, desde à muito, a navegar o Mar da Palha. Isto não é surpresa nenhuma.

 

Surpresa é a notícia ser Correio da Manhã, mas se pensarmos bem não o é de todo.

 

Para quem acompanha a CMTV, o Correio da Manhã, ao contrário do que é habitual, não tem dado o "acompanhamento" que nos habituou noutros casos que, subsequentemente, incendiaram as redes sociais.

No seguimento do post A Espuma nauseabunda do chico-espertismo e do Trumpismo à portuguesa - Sobre a Poluição do Tejo muitos me questionaram e se mostraram chocados por um assunto destes não estar a incendiar as redes sociais.

O facto é que está mas não de forma nacional porque lhe falta o "Incendiário Nacional-Mor", o Correio da Manhã e a sua CMTV.

 

A "justificação" é simples a Celtejo (detentora de licença para enviar para o Tejo quase 90% da poluição autorizada pela APA), pertence ao Grupo Altri. Ora o Grupo Altri resultou da reestruturação do Grupo Cofina quando este Grupo resolveu separar o sector dos media (que inclui o Correio da Manhã, o Destak, o Record, o Jornal de Negócios, a Sábado, a TV Guia, a Máxima) do industrial (Celtejo, Celbi, Caima).

 Ou seja, a Celtejo e o Correio da Manhã respondem ao mesmo "Dono".

 

Agora muitos já estarão a perceber o porquê, não só do silêncio e da falta do "incendiar" nacional das redes sociais, mas o ser o Correio da Manhã a noticiar o avistamento de espuma em Lisboa.

 

Na sua lógica ilógica, se a espuma está a ser "aspirada" em Abrantes mas está a aparecer em Lisboa então o foco não é em Vila Velha de Rodão...

Os meus avós chamariam a isto "tapar o Sol com a peneira", eu chamo falta de vergonha.

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