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Vida q. b.

A vida. Nem sempre escorreita mas também nem sempre difícil e onde sempre existe motivo para sorrir, mesmo que para disfarçar as lágrimas.

Vida q. b.

A vida. Nem sempre escorreita mas também nem sempre difícil e onde sempre existe motivo para sorrir, mesmo que para disfarçar as lágrimas.

26/09/16

Cabelo...

Desde pequena que sonho com cabelo longo. Foi necessário ser adulta e independente para (finalmente) decidir deixá-lo crescer para o que contribuiu uma cabeleireira pouco dada às pressões das modas.

 

É assim que, após praticamente uma década, de crescimento lento e moroso, me vejo de cabelo quase a atingir o meio das costas. 

 

A luta agora mudou substancialmente... é o enfraquecimento, é a textura, é o bom estado e mais que tudo a sua queda.

 

Olho para as fotos de senhoras de fartas cabeleiras e lamentavelmente não me revejo. O meu cabelo é numeroso mas fino, alguns produtos tornam-no incrivelmente áspero e intratável (inclui-se aqui, lamentavelmente, a Pantene).

 

É certo que me andou a alertar para um problema de saúde, de que eu não soube ler os sinais, em que me caiu numa quantidade assustadora mas hoje, sob tratamento, as coisas parecem melhorar. Então porquê?

 

Porque é que continuo a correr a mão pelo cabelo e a trazer fios?

 

Porque continuo a não conseguir que esteja saudável?

 

Será porque não o lavo todos os dias? Mas sempre nos disseram que faz mal, ainda para mais porque, nos seus numerosos fios, o meu cabelo tem a capacidade de se manter húmido muito tempo e lavado todos os dias arrisco a que a raíz se mantenha sempre húmida.

 

Será porque não uso os produtos apropriados? Mas são os aconselhados pelo cabeleireiro, e aí, no Salão, o cabelo fica lindo e brilhante.

 

É da época? Pode ser, nesta altura ouço muita gente a queixar-se.

 

Devo cortar? Já cortei as pontas. Depois de tantos anos preferia não o cortar curto.

 

Cá continuarei, em luta, para que esteja pelo menos saudável e bem tratado. Apesar de o chão de minha casa poder parecer forrado de cabelo ao final do dia continuarei a lutar para não me ver reduzida a carequinha e poder manter o cabelo que sempre sonhei.

23/09/16

A linha vermelha... é melhor ir lá explicar

Acabei de ler isto:

 

A linha vermelha do David Pontes no Jornal de Notícias.

 

David Pontes afirma, no seu artigo de Opinião, que "Há uma linha vermelha que os políticos não devem ultrapassar. É a linha a partir da qual eles estão a fazer de nós parvos, mas nós estamos a perceber. Um político inteligente percebe que este é o limite para a patranha. Mas nós vivemos tempos estranhos em que a relação, já não digo com a verdade, mas com a verosimilhança parece não importar aos atores da coisa pública. O que conta é a sensação, o sentimento. "Pode não ser verdade, mas é tão bem apanhado que nós vamos insistir um bocado para ver se pega".

Julgo que de fato ela existe mas com a frequência e anos que a vejo a ser sistematicamente ultrapassada por políticos tenho de procurar outra explicação que não a dos "tempos estranhos".

 

Relendo o que escreve talvez o problema esteja na exiguidade de número dos politicos inteligentes. Parece-me bem que a maioria dos que vejo e ouço desconhece mesmo a existência da Linha Vermelha que descreve.

 

22/09/16

Outono

Outono vermelho - historiasylvio.blogspot.com.br

 

Já se sentia no ar, que roçava a pele mais fresco, lembrando a brisa marítima que nos recebe nas primeiras horas da manhã nas praias do Oeste.

 

Já se sentia no horizonte mais nítido, mais vibrante de cores.

 

Já se sentia no Sol, menos duradouro, menos quente, mais amarelo claro menos amarelo dourado.

O amarelo dourado ameaça agora tintar as folhas das árvores.

 

Prenúncios de Outono.

 

Há quem diga que já não temos Estações do ano. Chego a pensar que fica bem dizer tal. Não o sinto.

 

Na minha pele, nos meus olhos, na minha alma, observo-as a chegar e a partir ao mesmo ritmo ano após ano.

 

É a vez do Outono, e com ele a certeza da chegada da chuva e do frio, mas também do prazer do primeiro serão à lareira, dos momentos em que apetece estar juntinho saborendo o calor e conforto.

 

É tempo de Vindimas, de Frutos Secos. 

 

É tempo de dar longas caminhadas, impossíveis no calor causticante do Verão e no frio do Inverno, e admirar esta nova paleta de cores que enche o Mundo.

20/09/16

Passeio com cão... desafios para a lombar

Cheia de dores na lombar. Olho o Boxer de grande porte que alegremente saltita na antecipação do passeio.

 

Peso a sua alegria com a certeza das dores dos puxões que dará à trela.

 

Mas os olhos de feliz antecipação fixos em mim não me deixam hipótese de escolha.

 

Tudo começa bem. Ao fundo da rua um gato cinza descansa no topo de um muro mas, o frenesim de liberdade do Boxer e a coberto da escassa luz, passa desapercebido. Respiro de alívio.

 

Mais uns passos “Zé… vou aqui com o meu cão.” Alerto o vizinho que em regra deixa a porta aberta para a sua pequena cadelita e o seu enérgico cão de pequeno porte poderem sair.

 

Estes surgem, a ladrar, mas um fraco toque na trela é suficiente para controlar o Boxer.

 

No topo da subida novo ladrar. Este cão está limitado no seu espaço mas é agressivo e eu acelero o passo, o Boxer acompanha-me.

 

Mais uns passos. Postura alerta do Boxer. Cheira, espreita, mas não vê. Por esta estou safa.

 

Uns metros, calmos, de passeio.

 

Lá à frente o Serra da Estrela parece não estar no seu habitual ponto de vigia junto à rede. Ainda bem.

 

Vou-me aproximando. Estamos quase a passar quando… o puxão quase me leva o braço. O Serra da Estrela surge acelerado na correria e no ladrar e o Boxer foge, atemorizado, levando-me a reboque. A dor é imediata. Mas perante o inesperado encontro com o portante Serra da Estrela não me resta senão acalmar e tranquilizar o Boxer.

 

Vamos entrando a zona da Gataria. Em regra não se deixam nem sequer ver e o Boxer apenas encontra rasto permanecendo num permanente estado de alerta mas claro que esta noite tinha de ser diferente.

 

Primeiro tenta desalojar um gato que se refugiou debaixo de um reboque. Tenta enfiar-se debaixo do pequeno veículo, uma impossibilidade física que a mente de um cão não consegue reconhecer.

 

O faro alerta para o caminho de passagem habitual da gataria. A barreira é demasiado ingreme para o Boxer e é fácil demove-lo de prosseguir na perseguição mas desta vez a gataria não mantém o sangue frio e atravessa o caminho numa correria, mesmo à minha frente. O puxão é ainda mais forte… gatos a fugir, a dançar à sua frente, é demais para o Boxer que tenta até atravessar as grades do portão por onde os viu passar em busca de refúgio.

 

Sem gatos à vista e apenas o rasto a apelar à sua atenção é-me possível (e às minhas pobres costas) continuar o trajeto, nas calmas. Não é expectável encontrar novos desafios até casa.

 

Pois, não é expectável nunca exceto esta noite (claro!). O gato cinza (do inicio lembram-se?) resolveu caminhar estrada fora e não corre suficientemente rápido antes fica expectante a ver se o Boxer não o vê, cinza sobre azul. Mas claro que vê e nada o consegue parar.

 

O gato foge, mas de seguida pára novamente, no meio da estrada, expectante, quando sente que o progresso do cão não é tão rápido quanto ele esperava.

 

Eu só quero que o gato desapareça, a minha coluna, o meu braço, só querem que o gato se refugie fora da vista do Boxer mas está hesitante e, por momentos, parece disponível a arriscar que eu consigo segurar a trela com força suficiente para o salvar. Por fim lá se convence da minha incapacidade contra a força violenta de um cão a tentar chegar à sua presa e salta de volta ao muro onde estava antes.

 

Desta vez, no entanto, o Boxer não desiste e uma fuga mais além revela-se necessária.

 

Longe da vista lá consigo convencer o Boxer a seguir para casa onde, com o meu pobre braço em sofrimento, me foge da trela. Por sorte os cães do vizinho a esta hora já estão fechados ou seria o bom e o bonito.

 

Ter um cão é das melhores coisas do Mundo, ser recebida com a sua alegria esfusiante faz-me sentir que tudo está bem no Mundo, mas é também um enorme desafio… que o diga o meu braço e a minha coluna.

15/09/16

Quero Justiça

 

Quero Justiça, daquela vendada, com a balança bem equilibrada que está à porta dos Tribunais.

 

Não quero a justiça de venda quase transparente e a balança desequilibrada que cada vez que se esforça por ser Justiça é arrastada pela lama por quem antes a criticava e exige que se conforme ao silêncio enquanto a enlama sem pejo nem limites.

15/09/16

Fim de semana na aldeia...

...julgam que é calmo? Desenganem-se.

 

Sou de uma aldeia de interior como tantas outras, população residente envelhecida, pouca juventude, sem emprego se ficam por ali.

Mas sou de uma aldeia no interior onde o associativismo ainda está vivo e bem vivo. É graças ao associativismo que temos Festa de Verão, é graças ao associativismo que há desporto para jovens e adultos, é graças ao associativismo que a água e a luz aí chegaram, é graças ao associativismo que temos azeite e, mais que tudo, é graças ao associativismo que temos um Centro Social com valências de Lar, Centro de Dia e Apoio Domiciliário.

 

Este fim de semana foi de Feira Solidária. Após recolha de tanta coisa ao longo do ano chegou a hora de as trocar por donativos para o funcionamento do Centro.

 

Manhã de sábado (o patrão não me permitiu chegar a tempo na véspera) a preparar tudo, tarde e noite de sábado a Feira. Não rende muito, mas o trabalho é dado com gosto e quem faz os donativos também o faz com gosto além de passar uma tarde diferente. Também para os idosos é uma tarde diferente, uma tarde em que, os que ainda não estou limitados a uma cama, vêm até ao jardim ouvir os sanfoneiros e conversar ao ar livre com toda esta gente.

 

De noite já os idosos se foram. Mantém-se quem ajuda a desmontar e a carregar de volta tudo menos os stands, simpático apoio prestado pelo Municipio que os seus colaboradores virão retirar na próxima semana, utilizando a viatura de caixa aberta da Junta, valioso apoio pois o Centro apenas tem viaturas fechadas preparadas para o transporte de idosos.

 

O lucro pode ser pouco para o trabalho que dá mas é um dia diferente e para onde vai esse pouco não vai outro.

 

Assim se dá por encerrada esta época de Verão, das Festas, das Procissões, em plena época de Vindimas (também me calha esta mas não este ano que uvas a chuva intempestiva de Maio levou).

 

 

12/09/16

Cinco minutos basta e é triste

Como qualquer português tenho interesse em saber como vai o país e o que se perspectiva para o futuro de todos nós, mais que não seja para ter uma ideia geral do que se vai passando. Á alguns anos era o Jornal das 8 (fosse em que canal fosse e independentemente do título que lhe davam era Jornal e às 8 da noite) que me mantinha ao corrente do país e do mundo, este Jornal era ouvido de ínicio a fim com interesse, hoje já não é assim. Continuo a ter a TV no Jornal das 8 mas a atenção não é a mesma.

 

 

Os primeiros minutos são de interesse, fico com a informação do que mais relevante se passa de forma correta, curta e objectiva; de seguida passam ao pormenor e, sim, fico com uma visão mais especifica mas eis que o Jornal atinge mais coisa menos coisa os 5 minutos. O aprofundamento da notícia cresceu ao ponto do não útil.

 

Este fim de semana foram as colocações na Universidade e o aniversário do 11 de setembro de 2001. Sim senhor concordo com a notícia ser dada e lembrada. O que dispenso? O "aprofundamento".

 

Dispenso acompanhar os meninos e meninas A, B e C (filhos de alguém conhecido na estação, por certo) enquanto esperam os resultados e depois os contactos de telemóvel para saber dos amigos, desculpem isto não é notícia é encher e promover 3 garotos não sei porquê nem para quê;

Dispenso que, aqui, fora dos EUA, tenha de voltar a ouvir os lamentos das famílias. Respeito a sua dor, já de 15 anos mas sim ainda deve custar, mas não necessito de ver/rever as lágrimas, o sofrimento, já não é notícia é encher.

 

Em 5 minutos (mais coisa menos coisa) o Jornal das 8 entra na não noticia e eu desligo (nem sempre a televisão mas sempre a mente). Por isso pergunto... Algum Jornal das 8 lembrou o 11 de setembro de 1985?

 

É que ontem fez 31 anos que ocorreu o acidente ferroviário de Alcafache (Notícia no Mangualde Online aqui). Em termos de vítimas e impacto mundial não é sequer comparável às Torres Gémeas mas foi aqui, neste nosso país e existem famílias a sofrer tanto como as que mostraram lá em Nova Iorque, até porque de 49 mortos, apenas 14 foram identificados e 64 passageiros foram oficialmente dados como desaparecidos.

O 11 de setembro de 1985 merece pelo menos uma referência, pode até ser curta, afinal com tanta coisa pode faltar tempo, mas merece.

12/09/16

Aniversário do Sapo e o Radar

Sou do tempo em que o Sapo nada mais era que um motor de busca da Universidade de Aveiro, cuja utilidade geral era ainda mínima para encontrar tudo o que existia na WWW.

 

Ainda assim era já um site por onde regularmente passavamos a ponto de, numa era de completo domínio do domínio ".com", nos enganarmos com alguma frequência e irmos parar à empresa de Limusines julgo que do Qatar que detinha o www.sapo.com (deterá ainda?).

 

Ficam surpreendidos? Não de certo quando disser que me iniciei nos computadores com o MS-DOS, o Windows já me "apanhou" no mercado de trabalho. Sou do tempo em que um computador com disco de 200 Mb era uma máquina de inimaginável capacidade.

 

Acompanhei a evolução do Sapo passo a passo, receei a sua aquisição pela PT (viria aí uma torrente de publicidade inconveniente?? mais parcialidade?) mas a evolução continuou e a posição como motor de referência em Portugal ficou ainda mais clara.

 

Fico feliz pelo aniversário, pelo crescimento, pelos 21 anos de qualidade e bons préstimos.

 

Que venham mais 21 anos é o meu desejo.

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