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Vida q. b.

A vida. Nem sempre escorreita mas também nem sempre difícil e onde sempre existe motivo para sorrir, mesmo que para disfarçar as lágrimas.

Vida q. b.

A vida. Nem sempre escorreita mas também nem sempre difícil e onde sempre existe motivo para sorrir, mesmo que para disfarçar as lágrimas.

19/10/16

Sereno Povo

Basta pouco tempo com rádio ou televisão ligada para surgir o assunto do momento, o Orçamento de Estado. Não vou aqui escrever que fazem mal, não fazem, antes pelo contrário fazem bem, é um documento importante e que tem implicações para todos nós.

 

Assisto até ao esforço que o jornalista faz para deixar claro que esta ou aquela medida têm implicações diretas para o espetador, esforço que nem sequer é sobre humano pois é tão claro que este documento é chave para todo o Portugal.

 

Mas não o sinto. Não sei se vocês o sentem mas eu não o sinto. É uma decisão "deles". É mais ou menos uma taxa ou imposto, é mais ou menos uma regra, a mim cabe-me pagar, cumprir, aguentar como sempre, como em todas as Leis, Decretos-lei, portarias que são publicadas todos os dias úteis no Diário da República. Tolas, estapafúrdias, justas, corretas, incorretas, a minha opinião para nada conta, a mim cabe-me pagar, cumprir, aguentar.

 

Virão muitos que dirão, Revolta-te. Mas também fazes parte do Sereno Povo que se cala e se limita a pagar, cumprir, aguentar como sempre.

 

Como pessoa que sempre se interessou por História sei que o “Sereno Povo” é dos poucos no Mundo que deu um tiro ao Rei para alterar o status quo, também sei que a última vez que a Assembleia se desconectou das reais necessidades do País Real o “Sereno Povo” facilitou uma Ditadura que lhe tolheu liberdades e progresso entre 1926 e 1974, Ditadura que poupou o “Sereno Povo” da Guerra mas não da Fome, enquanto os Cofres do Banco de Portugal enchiam como nunca se tinha visto desde os Descobrimentos e não se viu nunca mais.

 

Estou plenamente consciente dos riscos da Revolta do “Sereno Povo”. Estarão os nossos políticos?

19/10/16

Portugal, o imenso desconhecido

Portugal geralmente é dividido em 2 áreas, o Litoral e o Interior, o que passa despercebido é que estas zonas não são tão homogéneas como a generalização parece impor-lhes.

 

Sou do Interior, mas do Interior não profundo. Já tive encontros e visitas ao Interior profundo.

 

É um Interior inóspito, povoado de pequenos lugarejos isolados que surpreendem nos Vales profundos e nas Serranias imensas.

 

Um Interior quase sem acessos, habitado por idosos que convivem ao lado de belas e enormes casas vazias de janelas tipo "fenêtre" dos migrantes que vivem lá longe, um Interior que nos surpreende que tenha chegado a electricidade e a água canalizada, surpreende-nos até como é que alguém alguma vez decidiu viver ali.

 

É neste Interior profundo que é possível viver sem ninguém nos incomodar, é neste Interior profundo, que abrange uma área de infindos quilómetros quadrados, que Pedro Dias, "O Piloto", procurou refúgio onde já, antes dele, "O Palito" havia conseguido iludir a Polícia.

17/10/16

Sabiam que o Sporting vai jogar com um clube alemão?

 

É que eu soube hoje quando confrontada com uma força policial inusitada que esperava uns "calmeirões" atestados de cerveja "Sagres" (era mesmo pois há testemunhas que viram as "grades") que se faziam transportar no Intercidades, do Porto para Lisboa, para desconforto dos cidadãos que pagaram bilhete e ganharam direito a lugares na aziaga carruagem.

 

Na última carruagem do Intercidades terão fumado, bebido da cerveja que levavam (já vos disse que eram grades de cerveja Sagres?), entornado alguma (a certo ponto não estariam capazes de aguentar a garrafa na mão). Para abrir as garrafas terão mesmo usado o teto da carruagem?!? 

 

Mas como Portugal "pode" lá foi parte da força policial a "acompanhar" os alemães / elementos destruidores até Lisboa.

13/10/16

Recordações das Azenhas do Mar

640px-Azenhas_do_Mar_(vista_panorâmica).jpg

 Por F nando - Obra do próprio, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=16657182

 

Cruzei-me com uma foto das Azenhas do Mar e viajei no tempo.

 

Podem não acreditar mas, até à idade adulta, não sabia o nome deste lugar onde, invariavelmente, passava um dia em cada mês de Agosto.

 

Recordava a caminhada, desde o cruzamento para a Praia Grande até esta grande espécie de represa de pedra que guardava água salgada, contrariamente às que conhecia que guardavam água doce.

 

Não recordo ver as casas lá em cima nem qualquer construção junto a ela. Mas lembro o mar ali tão perto, lembro o Sol, lembro o sabor da compota de pêssego no paposeco. Que bem sabia. Tão bem que ainda viajo até àquele lugar mágico cada vez que como daquela compota.

 

Lembro ainda a tarde que passei com uma amiga (quando somos crianças todos são desde logo amigos) a apontar-me a linha do horizonte e eu, na minha inocência e total ignorância, a tentar identificar uma linha, como que traçada a caneta, lá ao fundo onde a tonalidade azul do mar se unia à tonalidade azul do céu.

 

Hoje de cada vez que vejo uma fotografia das Azenhas do Mar sorrio. Sorrio pelos dias que aí passei, sorrio da minha própria ingenuidade.

 

Nunca mais voltei às Azenhas do Mar, nem sei se alguma vez o farei, mas é um local que guardo no meu coração e que faz parte do que fui e sou.

 

 

13/10/16

Relatividade

Tudo é relativo.

 

Sábias palavras. Tudo depende dos olhos e ouvidos de quem olha ou ouve mas também do tempo, do momento.

 

É o reconhecimento desta última variável que apenas a vida nos trás.

 

Alguns diriam a idade, mas ter idade não é ter vivido, ter idade não é se quer ter crescido.

 

 

11/10/16

Táxis / Carro de aluguer, Uber, Cabify

Nota prévia, não uso táxis eventualmente uso carros de aluguer que por aqui chamamos táxis por simplificação.

 

A minha opinião sobre o assunto limita-se ao conhecimento que é impossível parar o futuro. A Uber e a Cabify, são resultado da globalização e informatização da sociedade / Mundo. 

 

Os táxis e o surgimento da Uber e da Cabify lembra as livrarias/lojas de informática quando surgiu a amazon e o comércio electrónico em geral. Não vi "guerra" mas não fui imune às consequências (X)

 

O que considero justo é que os motoristas e viaturas cumpram as mesmas legislações e regulamentos que os táxis/carros de aluguer estão obrigados (excepto uma que referirei mais à frente como questão 2)

 

Deixo duas questões para reflexão e eventual resposta de quem saiba a resposta:

 

1 - Conheci um motorista de carro de aluguer (aqui no interior é o mais próximo que temos do táxi) que me disse que dos custos mais elevados que tinha era o seguro de passageiros. As viaturas a trabalhar para a Uber e para a Cabify têm esse seguro?

 

2 - Os carros de aluguer estão sujeitos a alvará que os limita geograficamente, sendo que cada área geográfica tem um número máximo de alvarás. Fará isto sentido face à nova realidade?

10/10/16

Politicos, o desencanto

Vão-me chegando as questões da Geringonça; vão-me chegando os argumentos risíveis da Oposição; foi-me chegando a candidatura extemporanea e shady at best da Vice-Presidente da Comissão Europeia Kristalina Georgieva a Secretária Geral da ONU; vão-me chegando os ecos da corrida à Casa Branca mais risível e aterrorizadora de sempre.

 

Vão-me chegando porque já não tenho paciência para assistir em direto a este "lamaçal" enorme onde, analisando tudo, a Geringonça e a Oposição portuguesa até não são os piores.

 

Como portuguesa típica vivi parte da minha vida a pensar que o que vem de fora era melhor; que lá fora, no estrangeiro, os políticos eram melhores que os nossos... é triste verificar que não, que de facto o Mundo está entregue a personagens que não merecem confiança nem para governar a sua própria casa mas estão a governar a minha.

 

A Comissão Europeia, com os seus salários bem chorudos - O Durão Barroso em 2013 recebia um salário mensal de 25.351 euros, uma residence allowance no valor de 15% desse salário e ainda um "subsisdio" para despesas gerais (custos com casa e escola para filhos) e o seus 7 Vice-Presidentes recebiam 22.963€ cada por mês)... 

 

Desculpem tive de ir respirar pois dei por mim a hiperventilar.... 

 

...salários bem chorudos que ainda por cima lhes dão o direito de "mandar" na minha casa e executarem manobras de bastidores tão bacocas que me chocam por tão burgessas e básicas.

 

O Trump é isso mesmo, burgesso, básico, bacoco mas acresce a rudez, a falta de finesse (Jean-Claude Juncker podia ceder-lhe alguma).

 

Fez fortuna, como ele próprio já informou, não pagando aos trabalhadores, não pagando impostos, contornando a Lei e aproveitando todos os loops e falhas da mesma.

 

Na verdade chega a surpreender-me a forma como se opõe aos imigrantes dado que desconfio que foi graças a eles, à sua mão de obra a preço da chuva ou mesmo de graça, que chegou onde chegou. Mas nada disso importa agora, o que importa é que o US of A já não é a potência que era.

 

Acredito que, agora mais informados com as redes sociais e internet, muitos americanos descobriram que o Mundo é muito grande, muito diverso, tem uma "montanha" de países que desconheciam. A enormidade que é o Mundo fora dos Estados Unidos era uma realidade que desconheciam, e é demais para quem viveu uma vida a pensar que existiam os Estados Unidos, o Canadá, a América Latina (ok sabiam que o México existia), a Europa e os Russos... o resto... bem, acredito que haja personagens perdidas na sua vidinha que ainda não saibam bem o que é o resto.

 

Esta realidade que desconheciam assusta-os. São como a criança que apenas conhece a família e os vizinhos numa aldeia perdida na Serra e de repente se vê na Escola... tanta criança tão diversa que é assustador.

 

E as "crianças" estão a procurar quem lhes diga que vai ficar tudo bem, tudo como era dantes, este é Trump.

 

Há uma série de TV que gosto de acompanhar em que uma personagem diz algo como "um tubarão que pare de nadar morre", significa que por mais fortes que sejamos temos de avançar, sempre, sob o risco que "morrer". Assim é o que Clinton continua a pugnar, continuar em frente, nem tudo é bom, nem tudo vai ser bom, mas tem de se avançar, voltar ao passado não é possível. Mas, como candidata, Clinton também tem tantos "rabos de palha" que nem sei como se manteve na corrida até agora.

 

O cenário é tão "entre a espada e a parede" que a indecisão domina e desconfio que irá dominar até à ultima.

 

Por cá a Geringonça e a Oposição que, concorde-se ou não, são resultado dos votos ou abstenção de todos os portugueses (sim, na minha opinião quem se abstém também é responsável pelo resultado, mas isso seria tema para um post inteiro)  mantêm-se na toada de se desdizerem e contradizerem com uma naturalidade que me faz duvidar dos meus ouvidos, do meu entendimento e da minha memória. Por vezes até dou por mim a questionar-me se não estou a manifestar os primeiros sinais de Alzheimer até me lembrar que não apenas me estão a "chamar" burra.

 

Estando desencantada com a política nacional no entanto devo dizer que, pelo que vou assistindo lá por fora, revi a minha anterior convição. Entre os políticos portugueses e os estrangeiros sinto-me entre a espada e a parede, entre Pedro e Paulo venha o Diabo que escolha pois Deus é demasiado bom para discernir.

04/10/16

Madeira... um bocadinho especial deste Portugal

 

Já viajei mais do que muitos mas ainda pouco para aquilo que desejo. Mesmo em Portugal sinto que me falta conhecer tanto ainda. Foi assim que aproveitei a oportunidade de visitar a Madeira.

 

Quando se trata de conhecer novos mundos encontro uma sede inesgotável e confesso que a Madeira foi uma surpresa em mais de um sentido.

 

1.º A familiaridade não familiar

 

Parece confuso? Não é de facto. Tinha uma noção do Funchal, uma imagem, que verifiquei não ser totalmente desvirtuada mas também não era exacta. É tão maior do que imaginava... a cascata de branco que ameaça chegar ao topo da montanha enquanto desagua no mar de água límpida, tão calma que parece um lago.

 

Na cidade convive o familiar dos cilindros verticais de correio vermelhos e azuis (já uma raridade no Continente) e os autocarros (iguais aos antigos da Carris), com o não familiar dos táxis e o trabalho da calçada com o seu jogo branco e negro retinto do dominante basalto.

 

E o português... não me chocou em nada o sotaque, sotaques todos nós temos, torna-nos especiais de alguma forma, mas soa tão familiar e tão diferente ao mesmo tempo.

 

2.º As paisagens e a diversidade climática

 

Nada me tinha preparado para a diversidade de paisagens.

 

 

Nada me tinha preparado para os três níveis de clima (tropical, continental,pirenaico).

 

 

Nada me tinha preparado para, numa subida, começar nos 26 graus e terminar nos 13 graus; começar com bananeiras e terminar em pinheiros nórdicos.

 

3.º O mar

 

Não esperava o Atlântico de águas límpidas que me recebeu. Um Atlântico de águas limpas, puras, e de um azul profundo que é díficil captar até em fotografia.

 

Um Atlântico que a Sul mal tem ondas ou aroma e a Norte é tão mais o nosso Atlântico em ondulação de cheiro a mar.

 

Não esperava o som dos seixos a rolar sob o apelo da onda que retira na praia. Um som incrível que me apanhou completamente desprevenida.

 

4.º O madeirense

 

É português, tem orgulho nisso, é madeirense, tem orgulho nisso.

 

Não os ouvi dizer mal de Portugal, não os ouvi a falar mal da Madeira, algo tão raro no Continente. 

 

A expressão "... em Portugal nós...", pronunciada uma vez por um parceiro de viagem mais distraído, foi recebida com um sorriso simpático mas que que dizia tudo "nós estamos em Portugal". E sim nós estamos em Portugal e sentimo-nos em casa.

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