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Vida q. b.

A vida. Nem sempre escorreita mas também nem sempre difícil e onde sempre existe motivo para sorrir, mesmo que para disfarçar as lágrimas.

Vida q. b.

A vida. Nem sempre escorreita mas também nem sempre difícil e onde sempre existe motivo para sorrir, mesmo que para disfarçar as lágrimas.

14/11/16

"Ao desconcerto do Mundo"

Este Domingo pela tarde ouvi a Homilia do Sr. Padre que falava do Tempo.

 

Da forma magistral habitual o Sr. Padre foca a forma com que o Mundo com frequência nos parece desconcertado recordando "O desconcerto do mundo" de Camões:

 

 

Ao desconcerto do mundo

Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos;
E para mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado:
Assim que só para mim
Anda o mundo concertado.

 

Luís Vaz de Camões

 

Já não lembrava estes versos mas relaciono-me com eles assim como, estou certa, todos os que ouviam a Homilia. Passado tanto Tempo o Mundo nada evoluiu e continua desconcertado.

A passagem do Tempo apenas nos muda a nós, seres vivos inseridos na espiral de decadência física.

Podemos, enquanto duramos, mudar a vida de outros seres vivos, torná-la melhor (ou pior), mas o Mundo, esse, é tão maior que nós.

 

11/11/16

É este realmente o Mundo?

Sinto-me off.

 

Esta sensação não é nova mas esta semana recrudesceu de uma forma que me surpreendeu especialmente por os motivadores terem sido concentrados num curto espaço de tempo.

 

Vou contar-vos o final da minha terça feira e primeiras horas de quarta para que percebam um pouco melhor.

 

Terça feira por volta das 18h20m saio do serviço e cruzo com um colega que me informa de um acidente de comboio acabado de ocorrer.

As informações são poucas mas o que se sabe é que o comboio para Tomar (em que tantas vezes viajei) "apanhou" um camião na passagem de nível junto à Salgueiro Maia e descarrilou. A informação sobre vítimas é contraditória, há quem diga que há mortos há quem diga que não os há.

Conheço muito bem a cidade de Santarém, conheço muitas pessoas na cidade e arredores assim como conheço muita gente que faz o périplo diário para Lisboa de comboio para trabalhar. A preocupação instala-se "será que há mortos? será que há feridos? será alguém que conheço?".

Enquanto me desloco para casa telefono a algumas pessoas conhecidas. Algumas não sabiam ainda do acidente, algumas já sabiam mas não foi com elas estão é retidas sem saber quando vão chegar a casa. Ainda assim a preocupação persiste e após abrir a porta de casa imediatamente ligo a televisão e sou invadida...

 

Os Estados Unidos da América invadem o ecrã, a minha casa, e momentos da minha vida como se nada mais existisse no Mundo. Passados uns momentos a notícia do acidente mortal começa a passar em rodapé (sublinho RODAPÉ!!!), um acidente ferroviário com mortos no país não é importante o suficiente para interromper a cobertura dos eleitores americanos a votar.

 

É este realmente o mundo em que vivo?

 

Recorro à CMTV que é a única que antes das 19h já apresenta imagens do local e informa os pormenores do ocorrido. Pode ser a "CrimeTV", pode ser básica e sensionalista, pode ser (e é) o último canal que penso manter seleccionado na minha televisão mas por vezes parece ser o único que se foca nas notícias de Portugal (ainda que maioritariamente noticias de faca e alguidar) e menos nas dos outros países.

 

Durmo mal e pelas 6h30m de quarta feira já estou a pé. Lembro de repente que por esta hora a contagem de votos nos Estados Unidos da América deve estar quase terminada e ligo a televisão

 

Admito que não esperava. Ainda que o resultado fosse possível não era o esperado e admito que fiquei um pouco atordoada no início.

 

Mais atordoada fiquei quando há um momêntaneo regresso da emissão a Portugal e Pedro Dias entregou-se.

Bem parecido, bem arranjado, com um aspecto de vítima cândida e inocente a informar "que foi perseguido como um animal" que ouviu muita gente a jurar que o caçariam naquele mesmo dia até (imagine-se) civis.

O Sr. Pedro Dias, entrevistado pela filha de Fátima Felgueiras, debita a sua inocência enquanto eu só consigo ver um "miúdo" rico e mimado que sempre foi dado a ataques de violência que a familia acobertava com dinheiro, influência, ou simples receio da vitima em sofrer maiores represálias; um "menino" rico que está plenamente convicto que agora vai acontecer o mesmo (e se calhar vai); uma família bem que se sabe mexer o suficiente para ter a RTP a deslocar-se a Arouca para proteger o alegado assassino no momento da sua detenção, para que em todos os noticiários este tenha direito a propalar a sua alegação de vítima inocente e ainda ter cobertura especial no Sexta à Nove de hoje.

 

É este realmente o Mundo em que vivo? O País em que vivo?

 

Se é...

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EU QUERO VOLTAR PARA ILHA!!!!

 

 

 

 

 

09/11/16

Mensagem dos eleitores americanos para o Mundo

Não queremos saber de políticos queremos ser governados por alguém que cuide de nós, que pense em nós e decida em prol das nossas necessidades.

 

É esta a mensagem que os eleitores americanos transmitiram na sua votação clamorosamente anti a situação que vivem hoje.

 

Uma situação em que se sentem abandonados pelo Governo do País, em que sentem que o Governo está mais preocupado com o jogo mundial que cuidar dos seus.

 

O facto de a crise ter sido mundial como um tsunami que nenhum Governo poderia parar não lhes interessa, não resolve os problemas com que convivem diariamente não resolve as insuficiências com que convivem. Não estamos a falar sobre os pobres de Nova Iorque que provavelmente apreciam o Obamacare mas os pobres da América profunda, longe de tudo e de todos, onde o Obamacare pouco impacto tem face ao desemprego e falta de oportunidades.

 

Apareceu um "mago" que estão habituados a ver na TV a resolver todos os problemas, ser duro e pragmático mas também muito bem sucedido e diz-lhes, simplesmente, vou resolver todos os vossos problemas, qual Génio da Lampada, e de repente há esperança, de repente há quem os compreenda, quem se preocupe com o que precisam, e votam como Aladino esfregou a Lampada Mágica.

 

Devo dizer que, estando de fora, estou expectante. Primeiro porque do que ouvi da boca de Trump no discurso de vitória alguns dos planos têm pernas para andar e são receita para crescimento económico à muitos anos (até o Salazar usou uma delas); Segundo como reagirá o aparelho a este novo Presidente, sim porque o aparelho está montado, sofre pequenos ajustes para acomodar novos Presidentes, mas é sempre o mesmo aparelho; Terceiro nos Estados Unidos da América existe um Estado dentro do Estado que são os Militares, duvido que aceitem redução de operações no exterior e consequentes reduções de orçamento de forma fácil.

 

Veremos como corre.

08/11/16

Olho com crescente preocupação a evolução da Democracia.

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 Obtido aqui

 

“A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas.”

Winston Churchill

 

É o tema do dia no Mundo inteiro, as Eleições Presidenciais Americanas têm tempo de antena em todos os meios de comunicação social do mundo. A escolha entre Donald Trump e Hillary Clinton é difícil e as sondagens não dão clara vantagem a nenhum candidato o que, face aos candidatos em presença, aumenta ainda mais o interesse mundial.

 

Pessoalmente agradeço neste momento não ser americana, esta escolha é daquelas que desejamos simplesmente não ter de fazer.

 

Mas se por um lado lamento a má sorte dos americanos e a inépcia dos seus partidos políticos em produzir melhores candidatos assisto com atenção à clarificação mundial do nível a que os políticos chegaram no Mundo e á inépcia dos partidos políticos em produzir candidatos que os cidadãos reconheçam como potenciais bons Governantes.

 

Olho para Donald Trump e Hillary Clinton e fica claro o estado a que chegou a “Democracia” como quem olha para uma caricatura num jornal.

 

Em Portugal, embora de forma menos extrema, vejo-me com frequência em dilema semelhante ao que os americanos têm hoje.

 

Em Portugal, em diversas eleições e para diferentes órgãos, cada vez mais voto no que julgo que será menos mau, na certeza que é uma ilusão, não existe menos mau apenas mau. E não posso deixar de me preocupar com o futuro.

03/11/16

UE e o compadrio

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Como pode um Português ficar surpreendido pela notícia de existir um tratamento mais favorável para os amigos? 

 

Com tudo o que temos visto e ouvido e mais do que tudo sofrido na pele devido ao nosso desequilibrio económico enquanto a outros, alguns tão mal ou ainda pior que nós, tudo é silêncio e perdão, como é que é possível que ainda veja surpresa refletida em algumas entrevistas?

 

É um facto que existem dois pesos e duas medidas, vê-mo-lo provado quase diariamente. Por mais que agora a Comissão venha a "correr" atirar justificações e argumentos, o seu comportamento tem sido claro ao longo do tempo. Os discursos são uma tentativa vã pois "Quem lava focinho a burro preto, perde sabão e tempo" e o povo "já não vai em cantigas".

 

Nota: Admiro a obra de Camões mas sou profundamente adepta da Sabedoria Popular contida nos nossos Provérbios, pelo que no caso especifico opto por não seguir o exemplo da AR.

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