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Vida q. b.

A vida. Nem sempre escorreita mas também nem sempre difícil e onde sempre existe motivo para sorrir, mesmo que para disfarçar as lágrimas.

Vida q. b.

A vida. Nem sempre escorreita mas também nem sempre difícil e onde sempre existe motivo para sorrir, mesmo que para disfarçar as lágrimas.

19/01/18

Uma belíssima pergunta Sapo...

Hoje deparei-me com a seguinte pergunta do dia:

Pergunta do dia 19012018.jpg

 

Nada tenho a apontar à pergunta e as hipóteses de resposta são adequadas mas dei por mim a não conseguir, de pronto, escolher uma.

Estou dividida entre "É brincadeira, Sapo? O homem é terrível!" e "Isso é lá com os americanos. Só me preocupava com o Trump se ele fosse Português".

 

Primeiro, para mim o homem é terrível e não no bom sentido. A minha percepção ao que fui acompanhando é que Trump é um milionário cuja fortuna derivou muito da construção civil, setor que lucra enormemente com os emigrantes ilegais (que pretende agora expulsar), que se tornou conhecido nas televisões pelo "your fired" com que terminava a participação de cada concorrente do "The Aprendice".

Noto que, pelo que recordo, no programa, Trump não contactava com os concorrentes senão no momento da "despedida", quem de facto "geria" o programa eram os seus filhos e directores, dos quais ouvia as opiniões decidindo de seguida quem saíria. A posição de Trump era a de Rei do seu domínio, o "regime" não era exactamente ditatorial dado que tomava em boa nota as opiniões dos seus assessores, em regra decidindo em linha com as opiniões destes. Este comportamento no programa era, na minha modesta opinião, o correto. Sublinho "no programa".

 

Entretanto, na realidade, fora do programa, já nessa altura, Trump é também uma pessoa que connosco habita este mundo. E é nesta realidade que Trump revela as características que "adoramos" detestar. Tendo vivido na sua redoma de poder, onde todos lhe eram de fato subalternos, acreditou que essa redoma poderia ser a América e subalternos todos os que pissam solo americano e candidatou-se a Presidente.

 

Sem surpresa teve um partido a apoiá-lo. Digo sem surpresa porque, infelizmente, a necessidade de ganhar e de poder controlar a seu favor o poder executivo toma primazia, e a quantidade de humanidade no ser que decidem a apoiar para o conseguir pouco releva.

 

E é assim que, no complexo processo eleitoral dos Estados Unidos, Trump é eleito.

 

É ainda antes de tomar posse que (acredito) começa a perceber que o Presidente dos Estados Unidos não é o Dono dos Estados Unidos; os "subalternos" não lhe devem lealdade e se estiverem descontentes podem vocalizá-lo e agir sem que o Presidente os possa demitir (como faria decerto com um empregado nas suas empresas); a sua função não é apenas a de decidir como queira é, muitas vezes, a de negociar para por vezes apenas conseguir parte do que quer ou até mesmo não conseguir de todo. É ser um entre pares.

 

Trump diria que faz o que quer. Eu vejo que cada vez que ele age como "Rei" para com outros Países as coisas não correm como Trump desejaria; quando o faz internamente as coisas já são diferentes. É aí que me inclino para responder a última hipótese: Os Americanos o elegeram em liberdade, os Americanos são quem ele governa, quem sou eu para atentar contra a liberdade dos Americanos?

 

Aqui de Portugal vejo em Trump, foto de capa do Populismo, a "condenação" do Populismo. Quem, por mais belo discurso que lhe seja dado, quer ver um "mini"-Trump a governar o seu país?

 

Por certo muito pouca gente e ainda bem. Tenho de agradecer aos Americanos terem eleito Trump, se o não tivessem feito acredito que o Populismo teria tomado por estrondosa maioria grande parte da Europa (assim tomou só um bocadinho)...

 

Assim digo, o seu a seu dono: Isso é lá com os americanos. A quem agradeço terem dado o corpo às balas por todos nós. Lamento que tenham de ficar com esse ser pouco humano a governar-vos mais 3 anos mas vejam o que aprenderam sobre vós mesmos, o vosso país real não é o das grandes cidades é muito maior em área e muito mais pequeno em número de andares por edificio. É uma grande e importante lição que em Portugal ainda está para ser aprendida pelos nossos Governantes, e nós até já somos pequenos.

16/01/18

Parabéns ao novo Presidente do PSD, Rui Rio...

Rui-Rio.jpg

 

Rui Rio foi eleito Presidente do PSD. Eu, que não conheço o Sr., não faço ideia quais os seus planos... não faço ideia do caminho que quer trilhar. Mas tenho duas esperanças:

 

1 - Espero que Rio compreenda melhor as dificuldades em que o país real vive ainda que, como homem do Porto, talvez só conheça a realidade do patamar abaixo de Lisboa.

 

2 - Espero que, como líder do principal partido da oposição, não mantenha a postura de debater o passado que teve na campanha, necessitamos que se discuta e planeie o futuro (embora não esquecendo o passado para que não se cometam os mesmos erros).

 

Serão vãs esperanças? Gostava que não. 

16/01/18

O sismo e o grande balancé...

O sismo apanhou-me em casa, num raro dia de folga, sentada ao sofá enquanto o almoço atingia o ponto de ebuliação na cozinha e eu lia "as gordas" no tablet.

 

Vivo num sexto andar, que talvez deva considerar oitavo dado que temos cave e subcave subterraneas apenas em 3/4, e já aí residia em 2009 quando do sismo da noite de 17 de dezembro. Devo dizer que senti aquele mais prolongadamente que este.

 

A realidade do meu sexto andar, quando há sismo, é um balancé, o edificio "vai" e depois "volta" ao seu lugar.

 

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Em 2009 senti-me ir para trás, depois para a frente e finalmente para trás de volta à posição original, num balanço prolongado e (quase) suave.

 

Desta vez foi algo diferente. Senti um primeiro estremecer que me pôs em estado de alerta, mais por pensar ter sido uma tontura na minha cabeça que algo exterior. Sentei-me mais direita para tentar perceber outros sinais físicos desta situação "clínica" e de facto, senti algo mais suave que tomei por "já passou".

 

Recostei-me de novo a tempo de novo choque, bem mais forte, com o efeito balancé a ser muito curto mas a existir. Aí fiquei esclarecida, era um sismo.

 

Liguei a CMTV, normalmente sempre pronta e em cima da ocorrência, mas só dava "Tondela" (farei um post sobre este trágico acontecimento em breve), agradeço à RTP3 que confirmou a ocorrência no imediato e desta forma confirmou a ocorrência.

 

Sou das que, quando pode, contribui, como sabem, e logo entrei no site do IPMA a reportar o que tinha sentido e onde estava. Não foi fácil. As mensagens de erro sucediam-se mas lá consegui, após 15m de muita insistência. Vale o que vale mas é o que posso fazer.

 

Penso muitas vezes no momento futuro em que ocorrerá um sismo como o de 1755. Os especialistas dizem que ocorrerá apenas não sabem quando.

 

Ouvi os alertas dos técnicos para as pequenas coisas que podemos fazer para nos proteger, e para sobreviver ao imediatamente após. Eu, que vivo num sexto andar de um prédio português construido nos anos 90 situado no Vale do Tejo, não tenho grandes ilusões sobre o que me acontecerá se esse sismo me apanhar aí. Posso mudar-me? Claro que sim, também todos os napolitanos que vivem à sombra do Vesuvio podem mudar-se mas não mudam. Porquê? Para mim é uma questão financeira. Para os napolitanos, não sei.

12/01/18

Agitar as águas...

Quem, quando era criança (e mesmo em adulta), não gostava de atirar uma pedrinha na água calma e ficar a ver as ondas que fazia? Melhor ainda, atirar a pedra de forma a que "saltitasse" na água como coisa viva?

skip pebbles Amelie.gif

 

Nada tem de mal (se tivermos o cuidado de não acertar em nada nem ninguém) quando se usa uma pedrinha e água, mas quando se usam palavras a diversão termina e a gravidade impõe-se.

 

Os Governos PS mais recentes, no entanto, parecem fazer disto hábito.

 

Nos idos tempos de Governo Sócrates lembro do tema Saúde, com o Ministro Correia de Campos à frente. "Atirava" ao ar que existiam serviços que iam fechar.

Seguia-se a indignação geral, com mais ou menos grau de assertividade e maior ou menor apoio PCP. Depois afinal não era bem assim, não era todo o serviço era só parte, e o Povo ficava "contente", tinham conseguido não perder o serviço todo só tinham perdido uma parte. O Ministro, ainda que enfraquecido, tinha conseguido fechar parte; e de pequena "derrota" em pequena "derrota" muitos serviços foram reduzidos na altura.

 

Foi com infinito sentido de dejá-vue que assisti à novela "INFARMED para o Porto". Vai mudar para o Porto, atira o Ministro despoletando o recrudescimento da "Guerra" Norte / Sul que, na verdade, se reduz à eterna rivalidade Lisboa / Porto, numa indignação de marés contrárias que em pouco ou nada consideravam que um anúncio daqueles "atirado" com aquele nível de displicência era quase ofensivo para todos nós pois denotava que nada havia sido ponderado, analisado, equacionado.

Ainda hoje não sei bem o que vai acontecer no INFARMED. Acredito que não será a mudança total mas  alguma coisa irá para o Porto, para contentamento de Portistas e alguma coisa ficará em Lisboa, para contentamento dos Lisboetas. Mais um Ministro enfraquecido com uma pequena "derrota" mas que conseguirá executar (parte pelo menos) do que pretendia.

 

Já esta semana, a Ministra da Justiça, que pelas informações que nos vão chegando, tem feito um bom trabalho, "atira", com a sua análise jurídica num programa de rádio, que Joana Marques Vidal não será reconduzida. Isto a 10 meses do fim de mandato da Procuradora Geral da República que tem feito, ela também e à mais anos que a Sr.ª Ministra, um bom trabalho.

 

A indignação não se fez esperar de todos os quadrantes politicos, de constitucionalistas, na comunicação social em geral.

 

O Povo, de que acredito uma percentagem não despicienda nem sequer sabe lá muito bem o que faz o Procurador Geral da República, assiste, apenas com um desejo, os processos de corrupção aos grandes e poderosos têm de chegar a alguma conclusão, pelo que quando este cenário é aventado, reage, mas não muito.

Porquê? Simples, vivem em Portugal, país onde os grandes e poderosos nunca são condenados, antes vão de recurso em recurso (têm (o nosso) dinheiro para isso) até que já ninguém lembre muito bem porque são réus e acabem "inocentes" vítimas de um Estado que afirmam "castrador" da sua actividade, Estado que na verdade foi "Vaca de Muitas e Cheias Tetas" de onde "mamaram" o máximo que puderam. O Povo deseja que assim não seja mas no fundo não está bem certo que veja o desejo atendido.

 

Posso estar errada mas tudo isto me parece um "Agitar de águas", na velha receita PS, que vai parecer uma "derrota" mas não o será na totalidade... a "marca" dos (últimos) Governos PS.

10/01/18

Estou disponível...

 

Tenho emprego, com mais responsabilidades e preocupações do que o nível de rendimento que me proporciona.

 

Por vezes trabalho aos Sábados e sou "paga" em tempo (nem um cêntimo me entra pelo trabalho ao Sábado).

 

Vou preocupada, quase diariamente, com o quando ocorrerá o primeiro mês em que o vencimento não me vai entrar; o que tanto pode dar início a um período de três meses sem receber e passagem para o subsídio de desemprego, como a um período (que pode ser longo) de pagamentos parcelares que não dão para sobreviver (quanto mais viver).

 

Por isso, Auto Europa, estou disponível.

 

Bem sei que nada sei sobre a produção de automóveis mas com uma formaçãozinha acredito que consiga.

 

Tenho também aqui colegas a receber o salário mínimo e que trabalham TODOS os sábados (compensados em tempo) que me dizem que estão disponíveis para vós, apenas necessitam de uma formaçãozita.

 

Nota: Não venham para mim dizer que não sei o que se passa lá dentro, não afirmo sabe-lo nem pretendo tal; sei é que no Portugal de hoje trabalhar um Sábado de quando em quando e ser PAGO por isso é um LUXO, tanto a UGT quanto a CGTP o sabem mas apenas não assobiam para o lado quando apanham chão fértil para a sua propaganda. Aos trabalhadores digo apenas isto, cuidado com a "banha da cobra", foi a mesma que passaram aos vossos (ex-)colegas da Opel da Azambuja hoje a receber bem menos do que recebiam no "mau empregador" Opel.

08/01/18

Será mesmo que as "Coroas mudam as cabeças por baixo delas"?

Falling Crown.gif

 

A frase não é minha mas sim de George R R Martin, através do Anão Tyrion Lanister, na sua saga fantástica feita de Fogo e Gelo, mas parece que se adapta ao Mundo actual demasiado literalmente.

 

Ele foi Secretários de Estado e dirigentes que foram assistir aos jogos de Portugal no Mundial sem pagarem um só tostão dos seus bolsos e acharam isso bem.

 

Ele foi dirigentes que foram em viagem até ao outro lado do Mundo sem pagarem um tostão e acharam isso bem.

 

Ele foi dirigente de IPSS que, além do vencimento, acumulou PPR's, viatura de luxo, roupas de luxo, comida de luxo, emprego com alcavalas financeiras para familiares e achou isso bem.

 

Ele é Ministro que pediu bilhetes para ir assistir ao jogo do Benfica e achou isso bem.

 

E depois...

 

A Galp a ter perdão fiscal.

 

A Huawei a assinar contrato para fornecer tecnologia à Administração Pública.

 

A Raríssimas, instituição que tem o seu valor a nível do trabalho que faz, a ser arrastada na "lama" com pais e tutores preocupados com o futuro.

 

A empresa dos filhos do Presidente do Benfica a ficar isenta do pagamento do IMI.

 

Existe um velho ditado português que diz:

 

"Á mulher de César não basta ser séria é preciso parecê-lo"

 

Às vezes o que penso é que o problema nem sequer é a existência de uma "Coroa", embora esta existência potencie a sensação de poder absoluto, conjecturo antes que a "mulher de César" talvez nunca tenha sido séria, antes andou uma vida a tentar parecê-lo, e agora, que o "público" é muito a encenação está a ser dificil de manter e a máscara vai caindo.

 

 

05/01/18

A pergunta do dia no SAPO

Adoro o SAPO. É a minha porta de entrada na Net PT desde os anos 90 (xiiii!!!! tanto tempo) assisti à sua passagem de Projeto Universitário a Produto vendido a Grupo Empresarial e, apesar das dúvidas iniciais, continua a ser a minha porta de entrada na Net PT (leia-se portuguesa).

 

Todas as manhãs acedo e "vejo as gordas", passo os olhos pelas novidades, pelos destaques nos blogs, pelo horóscopo e pela Pergunta do Dia.

 

É exactamente à Pergunta do Dia que desejo dedicar este post.

 

Em tempos enviei ao SAPO uma sugestão / reclamação da relativamente à parcialidade das suas hipóteses de resposta.

 

Sou portuguesa e, como já vos disse antes, já deixei de acreditar no Pai Natal, pelo que não esperava alterações mas devo dizer que tinha esperança de estar errada.

 

Não estava.

 

Hoje a pergunta e hipóteses de resposta são estas

 

Pergunta SAPO 05012018.jpg

 

 

Onde está o simples "Não" ou um simples "Nunca"?

 

Sei o que são aplicações/sites de online dating, nunca usei mas não considero "esses sites ridículos".

 

Respeito o que cada um opta por fazer (desde que respeite a legalidade) e considerar as aplicações / sites "ridículos" é como rotular quem a eles recorre. E nisto meus Senhores não contarão com o meu apoio nem com o meu voto, contam, isso sim, com a minha crítica que pretendo construtiva.

 

 

 

 

04/01/18

Já não acredito no Pai Natal

Ando à anos a assistir a uma situação que já não está ao "alcance" dos "pequenos" resolver e em que os "grandes" teimam em adiar a resolução. O vulgarmente chamado "empurrar com a barriga".

 

Eis que, de alguns meses a esta parte, anda por aqui uma alma, a quem disseram que a situação está já em resolução nas mãos de pessoa que pode resolver tudo, plenamente convicta que de facto tudo está controlado e em vias de resolução.

 

Eu, que não acredito no Pai Natal, cada vez que esta alma crente me reafirma a sua convição, mesmo que conhecedora dos indicios em contrário, tenho vontade de fugir para o mundo dela onde, de certo, tudo é Fluffy and Pink, como nuvens de algodão doce;

 

aurora-dancing-in-the-clouds.gif

 

 

a minha realidade é a de quem caiu da nuvem e se estatelou numa laje de betão reforçado...

 

Isto vai correr tão mal...

03/01/18

Uma mensagem para o Ano 2018

Acabaste de chegar mas já deves ter-te apercebido que caiste numa enorme confusão. De facto o teu predecessor deixou as coisas um pouco confusas mas não o culpes, tu nem sabes as confusões que ele teve ao longo dos seus 365 dias.

 

Por ora aproveita que estás no que apelidamos de estado de graça. És novinho, ainda por estrear, as pessoas têm esperança que sejas melhor que 2017 e isso, por enquanto, basta-lhes.

 

Pelo Mundo já "conheceste" o Kim Jong Hun que te deu as boas vindas envergando um elegante fato cinza, com gravata cinza, e camisa branca. Podes estranhar o cabelo, tipo pista de aviação, mas alerto desde já que era a única coisa na imagem que não era encenação. O cabelo e o discurso ameaçador aos EUA são reais.

 

2-kim-jong-un.w710.h473.jpg

 

O que deve preocupar-te é que as ameaças até podem ser dirigidas aos EUA mas, sendo uma ameaça nuclear, implica todo o Mundo.

 

Entretanto, nos EUA, o discurso do Presidente Trump é de que pode contrapor com o próprio poder (económico, militar e nuclear). Desde pequena aprendi que responder a ameaças de violência com ameaças de violência dá inicio a uma escalada de violência tanto em palavras como eventualmente em atos mas tal parece não afetar nem Kim nem Trump.

Donal Trum 112017.jpg

 

 

Tudo isto me lembra a canção de Sting "Russians" sendo que os Norte-Coreanos tomam o lugar dos Russos da canção.

 

In Europe and America there's a growing feeling of hysteria.
Conditioned to respond to all the threats
In the rhetorical speeches of the Soviets North-Koreans.
MIster Krushchev Kim Jung Hun said, "We will bury you."
I don't subscribe to this point of view.
It'd be such an ignorant thing to do
If the Russians North-Koreans love their children too.
How can I save my little boy from Oppenheimer's deadly toy?
There is no monopoly on common sense
On either side of the political fence.
We share the same biology, regardless of ideology.
Believe me when I say to you,
I hope the Russians North-Koreans love their children too
 
There is no historical precedent
To put the words in the mouth of the president?
There's no such thing as a winnable war,
It's a lie we don't believe anymore.
Mister Reagan Trump says, "We will protect you."
I don't subscribe to this point of view.
Believe me when I say to you,
I hope the Russians North-Koreans love their children too
We share the same biology, regardless of ideology.
But what might save us, me and you,
Is if the Russians North-Koreans love their children too
 

 

 

O Presidente Trump, eleito por minoria de sufrágio universal, e maioria do Colégio Eleitoral, mantem o poder na América e, até ao momento, a nível internacional, demonstrou ativamente que a Proteção Ambiental não lhe interessa, que acredita que o Aquecimento Global é uma mentira concebida para prejudicar a América e que a Diplomacia não é uma arte mas algo que se aprende no recreio da Escola Primária, se não concordares comigo deixas de ser meu amigo e nunca mais te dou nem empresto nada.

 

Desta forma vais encontrar que num pequeno país chamado Israel e na Palestina a dificil convivência, relativamente pacifica, que o teu predecessor viveu durante a quase totalidade dos seus dias, terminou.

E países que estavam a ser apoiados pelos EUA vão deixar de receber esse apoio por terem mantido a sua fé na Diplomacia.

 

 

Não sei o que acontecerá ao longo dos teus dias mas... deves aspirar ao melhor e preparar o pior.

 

 

Aqui no nosso jardim à beira mar plantado, um pouco esturricado, a Geringonça continua em pleno funcionamento.

 

O que é a Geringonça, perguntas? O PS, partido que nos governa, também não ganhou o sufrágio universal mas o conjunto da Esquerda (PS, PCP, BE) ganhou e juntos aprovaram o Governo. A esta tríade chamamos Geringonça, por que funciona embora num equilibrio precário.

 

antoniocosta_0.jpg

 

O historicamente considerado principal partido da Oposição , o PSD, está acéfalo, em processo de escolha de um novo Presidente.

 

Nesse entretanto, o PP ergue cada vez mais alto a bandeira de de facto principal partido da Oposição, por enquanto.

 

E parece que tudo vai bem (sublinho o parece).

Na realidade vais encontrar um país a duas disposições, quem vive da repercussão internacional no país está feliz, quanto aos restantes...

 

Vais perceber que os portugueses ainda não viram as funções sociais do Estado regressar em pleno. Vais perceber que nas Escolas e nos Hospitais falta o básico com mais frequência do que é admissível.

Que os nossos idosos continuam a receber pensões abaixo do limiar de sobrevivência.

Que o emprego que vai aparecendo é pelo salário mínimo seja para um Trabalhador Indiferênciado sem qualificação nem experiência, seja para um trabalhador qualificado com anos de experiência.

 

Que mesmo quem trabalha tem dificuldades em sobreviver com o nível de rendimento que tem.

 

Vais descobrir que os Serviços Públicos estão a laborar, pelo menos no Interior, com o nível mínimo (ou abaixo do mínimo) de recursos necessários para dar uma resposta capaz; e que os privados não asseguram todos os Serviços que o Estado deixou de assegurar (especialmente no Interior) e quando asseguram os preços não são passíveis de serem pagos por uma larga percentagem da população.

 

Que muitos portugueses vão colaborando, disponibilizando tempo, dinheiro e bens, colmatando as insuficiências do Estado Social apesar das Ovelhas Ronhosas que vão aparecendo e que fazem vacilar a nossa fé no altruismo dos outros.

 

Não sei o que acontecerá ao longo dos teus dias mas, se fores como eu, deves aspirar ao melhor e preparar o pior.

 

 

 

 

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